Chuvas torrenciais dos últimos dias superam o previsto para dois meses

Chuvas torrenciais dos últimos dias superam o previsto para dois meses

A média das chuvas que impactaram Canoas nos últimos seis dias (entre o sábado e esta quinta-feira, 4/2) atingiram o acumulado histórico de 244 mm, o que equivale a mais do que o projetado para os 60 dias dos meses de janeiro e fevereiro, conforme dados da Metsul.

O trabalho integrado das equipes da Prefeitura, iniciado no sábado, mobilizou mais de 200 agentes públicos de secretarias municipais e Subprefeituras de todas regiões da cidade. Essas ações têm priorizado a atenção às áreas de maior fluxo de trânsito. As chuvas intensas que ocorreram entre a madrugada e a tarde desta quinta-feira, que chegaram a 118 mm em 12h, ampliaram o trabalho das equipes que já estavam nas ruas, criando novas demandas e prioridades.

Desde que foi acionado o sistema de bombeamento do município, integrado por sete casas de bombas, apenas no período entre 5h às 17h, foram retiradas das ruas da cidade 2.268 bilhões de litros de água e lançados no Rio Gravataí.

Novas medidas

No final da tarde de quinta-feira, a prefeita em exercício, Beth Colombo convocou todos os secretários municipais e subprefeitos para uma reunião de avaliação da real dimensão e as consequências das chuvas que atingiram a cidade.

"Estamos aqui para identificar as origens do problema e apontar soluções. Estivemos pessoalmente nos locais gravemente afetados e ouvimos de pessoas que foram chuvas que não ocorriam há 40 anos. Estamos tratando a questão com toda a seriedade que ela merece", disse a prefeita em exercício, durante a abertura da reunião.

Casa de Bombas

Além do trabalho de desobstrução de bocas de lobo, postos de visitas e desvios das águas para a garantia do fluxo do trânsito, as equipes da Secretaria Municipal de Obras atuaram permanentemente na retirada de detritos, garantindo o o bombeamento pleno do sistema.

As sete casas de bombas do município têm com capacidade para escoar mais de 200 milhões de litros por hora. As bombas são acionadas a partir de um determinado volume atingido pelas águas que ingressam nas piscinas de bombeamento, dispensando essas águas para rios da região, evitando alagamentos. Funcionários que operam o sistema também monitoram a entrada de lixo, que fica retido em filtros, para evitar que estes cheguem às bombas.

Saiba mais

Beth Colombo vistoria casas de bombas e pontos de alagamento em Canoas

Força-tarefa atua permanentemente em áreas alagadas