Reunião busca solução para abertura do Parque Tecnológico de Canoas

Reunião busca solução para abertura do Parque Tecnológico de Canoas

Representantes das empresas que deverão se instalar no PCI (Parque Canoas de Inovação) reuniram-se nesta terça-feira, 10, a pedido do secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoas, Felipe Martini. Na pauta, a retomada do projeto com a finalização das obras de infraestrutura da área para que as companhias possam se instalar. Elas ficarão dispostas em 5,6 hectares, dos 250 hectares disponíveis da fazenda Guajuviras - os outros 300 hectares são Área de Preservação Permanente.

O principal pedido foi que a prefeitura pague o saldo de R$ 7 milhões para que a construtora termine os trabalhos de urbanização: terraplanagem, arruamento, instalação de redes elétrica e hidrossanitária e outros requisitos para um diagrama fabril.

Por ser um cluster aberto (uma concentração de empresas que se comunicam por possuírem características semelhantes e que coabitam o mesmo espaço, mas sem orientação única de gestão), o empreendimento é um atrativo para o setor, que tem um custo total avaliado em R$ 50 milhões: R$ 15 milhões investidos pelo poder municipal e R$ 35 milhões a cargo do setor privado, com instalações, operação, pesquisa e desenvolvimento.

As cinco empresas que formam o APL (Arranjo Produtivo Local) são a Exatron (sensores e automação industrial), a Novus (automação industrial e na área da medicina), a TCS/FKS (automação automotiva), Digistar (equipamentos de telecomunicações) e a Victum (projetos de produtos). Mas a proposta é mais ampla, com outras opções de atividade - universidades, espaço para a comunidade, para formação e ações de sustentabilidade.

Se a urbanização do local ficar pronta até fevereiro, em meados de 2018 devem começar a funcionar as primeiras plantas - já confirmadas da Exatron, Novus e TCS, seguidas da Victum e Digistar. Delas deverão ser gerados 500 empregos diretos, como explica o procurador legal do consórcio, Gleverton Munno. As linhas de crédito já foram aprovadas pelo BNDEs, BRDE e Badesul. O secretário Martini garantiu que a prefeitura tem todo o interesse de agilizar o projeto e garantiu prioridade no tratamento do assunto.