II Feira Científica apresenta trabalhos de 20 escolas municipais

II Feira Científica apresenta trabalhos de 20 escolas municipais

Você sabia que uma minhoca pode viver por até 16 anos, se alimenta de microrganismos, não tem olhos e se locomove através dos sentidos? Não? O Marcelo, de 6 anos, tem tudo isso na ponta da língua. Aluno do 1º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Leonel de Moura Brizola, ele, junto com quatro colegas, fez uma longa pesquisa para descobrir por que as minhocas não apareciam no pátio da escola e como poderia contribuir para preservar a vida delas. No ginásio da escola Leonel Brizola, no bairro São José, o grupo de alunos expôs e compartilhou com colegas e professores o seu estudo, na II Feira Científica e Tecnológica (Femucitec). Realizada pela Secretariaria Municipal da Educação (SME), através da Diretoria Pedagógica, a mostra reuniu 25 trabalhos e mais de cem alunos.

Quem disse que literatura não é ciência? Enquanto os pequenos explicavam o ciclo da vida da minhoca, no outro lado do ginásio, o Erick, de 10 anos, aluno da EMEF Arthur Oscar Jochims, do bairro Estância Velha, apresentava poemas. Ao lado de outros alunos da instituição e orientado pelos professores de Língua Portuguesa, ele estudou a importância da poesia e foi além; tomou gosto pela escrita e se aventurou no mundo dos poemas. A fama de seus versos foi se espalhando pela escola e fez com que outros colegas começassem a escrever. O vírus da literatura fez tanto sucesso que, diante de uma enormidade de textos qualificados, a escola resolveu promover um concurso literário. "Eu gosto muito de escrever, de mostrar meus sentimentos através de versos e poemas. É uma forma de me libertar", disse Erick.

Misturando arte com ciência, Femucitec reuniu os trabalhos vencedores da Feiras de Ciências de 20 escolas de Canoas para promover a integração entre estudantes e fomentar a busca pelo conhecimento. Para a coordenadora pedagógica da EMEF Nelson Paim Terra, Carla de Souza Silveira, este tipo de ação é o meio em que os alunos podem descobrir suas competências. "Eles passam a se interessar mais pelo estudo e descobrem que são capazes de fazer coisas que admiram. Isso reflete positivamente dentro da sala de aula e no compartilhamento de conhecimento entre os alunos", destaca. Carla também lembra que o êxito nas experiências e pesquisas aumenta a curiosidade geral dentro da escola, fazendo com que, cada vez mais, os estudantes se interessem pela educação.

O secretário da Educação de Canoas, José D'Ávila, percorreu o ginásio conhecendo os trabalhos e parabenizando os alunos. Ele, que também é professor e participou de inúmeras feiras, lembrou da importância de eventos como este para a formação dos estudantes. "No Brasil, a ciência não é muito badalada, na comparação com futebol, dança e outros esportes, mas ele é uma forma de ampliar os conhecimentos e, de certa forma, de desenvolver os futuros profissionais, afinal, o futuro começa aqui. Por isso, eu valorizo muito esta feira", disse.

Ao final da mostra, os melhores trabalhos foram premiados em duas categorias, do 1º ao 4º ano e do 5º ao 9º. O júri foi composto por professores da Unilasalle, Ulbra e IFRS, além da equipe diretiva da SME.