Começa nesta segunda análise do rebaixamento do trem

Começa nesta segunda análise do  rebaixamento do trem

Em função de um trabalho de análise do solo na área por onde está previsto o rebaixamento do trem, a partir da tarde desta segunda-feira (13), os motoristas deverão ter atenção redobrada em alguns trechos de vias do Centro, que serão parcialmente interrompidos.
O trabalho ocorrerá na Avenida Victor Barreto, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Europa, e na Avenida Guilherme Schell, entre a Avenida Inconfidência e a Rua Rio Grande do Norte.
A empresa realizará três estudos distintos: inspeção, sondagem e levantamento deflectométrico (alteração sofrida pelo solo em decorrência do fluxo dos veículos).
A executora do trabalho será a Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente, empresa vencedora do processo licitatório de prestação do serviço de consultoria para elaboração dos estudos para o rebaixamento. O serviço será feito em etapas, de modo que interfira o mínimo possível na mobilidade da área central do Município.
Durante a sondagem, haverá o posicionamento de equipamentos, devidamente sinalizados, próximo ao eixo da pista, para a coleta de informações do subsolo. Serão 11 pontos na extensão das duas vias, analisados em momentos distintos. A Diretoria de Trânsito, da Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade, avaliará constantemente o impacto no tráfego das vias. Não há previsão de quantos dias o trabalho durará, mas será, por apenas, alguns períodos durante o dia.

Projeto do rebaixamento
A intenção do rebaixamento do trem é fazer com que a paisagem do Centro de Canoas volte ao cenário de quase 30 anos atrás, quando o Trensurb ainda não existia. Mas não é só isso. O trânsito será reorganizado, e a população ganhará espaços de convivência e lazer. Esses são alguns dos destaques do projeto.
O rebaixamento do trem deve se estender por cerca de dois quilômetros, das proximidades do viaduto do Ipuc, na Rua Araçá, até o entorno do Canoas Shopping (alguns metros depois da Rua Mathias Velho). Nesse trecho, o Trensurb será subterrâneo.
O projeto contempla ainda a criação de corredor de ônibus, a construção de um boulevard e o desenvolvimento de uma esplanada de integração, a circulação de pessoas, carros e transporte coletivo junto à nova estação da Trensurb. Além disso, áreas remanescentes, atualmente ocupadas pelos trilhos, devem virar calçadões, estacionamentos ou espaços de convivência e lazer.
Em função da obra, a estação Canoas/La Salle também ficará no subsolo, na altura da Praça da Bandeira. A Victor Barreto terá um trecho subterrâneo. Está previsto, ainda, o alargamento da Guilherme Shell.
O rebaixamento do trem também possibilitará a facilidade de transposição de um lado para o outro do Centro, com sete possibilidades de conversão para os veículos, e aliviará o tráfego na BR-116. O projeto já está ajustado com o futuro túnel da Rua Domingos Martins, previsto nas obras de melhorias da rodovia que serão feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT).
O projeto executivo do rebaixamento foi desenvolvido pela empresa Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente a um custo de R$ 5,9 milhões, com recursos do Governo Federal.
A obra do rebaixamento do trem no Centro de Canoas vem sendo batalhada pelo prefeito Jairo Jorge desde 2011.