Seminário em Canoas debate escolas inclusivas nos dias 21 e 22

Seminário em Canoas debate escolas inclusivas nos dias 21 e 22

O seminário "A escola faz a diferença: desafios, vivências e possibilidades da educação inclusiva" será realizado na Ulbra nestas quarta (21) e quinta-feira (22), a partir das 18h. Em debate propostas para a construção de políticas de formação, financiamento e gestão, necessárias para a transformação da escola em um espaço que reconhece e valoriza as diferenças. "A implementação de políticas públicas e os desafios da construção de um sistema educacional inclusivo" é o tema do painel de abertura, com a representante do Ministério da Educação Lílian Barros. Haverá também oficinas com diversos temas, entre ele, Estimulação Precoce na Educação Infantil; Transtorno do Espectro do Autismo, Práticas Pedagógicas nas Salas de Recursos Multifuncionais e práticas de Inclusão com a lousa digital.

Atualmente, mais de 1,7 mil alunos portadores de deficiência estão matriculados regulamente nas escolas municipais. Além disto, uma parceria com a Secretaria de Saúde de Canoas auxilia no atendimento de alunos no Centro de Especialidades Médicas (CEM). Do mês de maio a setembro, foram realizados 143 atendimentos.

Projeto CEIA Itinerante

O Centro de Capacitação em Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA) é uma referência no atendimento para a Educação Inclusiva de Canoas. Além do trabalho realizado por equipes multidisciplinares, desde agosto é desenvolvido o Projeto de "Itinerância de Assessoria Pedagógica à Inclusão" - o CEIA Itinerante, onde os professores desenvolvem atendimentos especializados nas escolas de Ensino Fundamental. A equipe do CEIA Itinerante tem sete profissionais que percorrem as escolas, a partir de um planejamento semanal. Os educadores acompanham os trabalhos desenvolvidos nas salas de recursos multifuncionais e prestam assessoria aos professores, aos alunos e suas famílias. São 51 salas de recursos multifuncionais, em todas as 44 escolas municipais de Ensino Fundamental, e sete nas escolas de Educação Infantil. Nesses locais, são atendidos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, matriculados em classes comuns do ensino regular.

Práticas de inclusão com a lousa digital

O uso das lousas digitais já faz parte do cotidiano dos estudantes das escolas municipais de Ensino Fundamental e Educação Infantil. Essa ferramenta digital qualifica o ensino, facilita a aprendizagem e oferece a possibilidade de explorar novos conteúdos. Em agosto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Bilíngue para Surdos Vitória recebeu o equipamento. "A tecnologia torna-se uma parceria constante para garantir uma educação de qualidade", destaca a professora da escola Vitória, Sandy Bidarte, 45 anos. Ela confirma as vantagens desse recurso tecnológico nas atividades pedagógicas, já que os surdos precisam do visual para formar sua memória.