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Um "olhar agigantado" foi proposto pelo Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar aos 380 estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prefeito Edgar Fontoura. O espetáculo de bonecos gigantes "Mira, Extraordinárias Diferenças, Sutis Igualdades" trabalhou uma visão aumentada das relações nas brincadeiras infantis, como ovo podre, esconde-esconde, estátua e outras. As apresentações, integradas ao Programa Mais Cultura nas Escolas, ocorreu nesta quarta-feira (1º), às 10h30 e 15h30, no ginásio da EMEF.
O teatro de bonecos valorizou as cores vibrantes e a livre inspiração nas obras do artista plástico espanhol Joan Miró. "Nesse cenário, os bonecos representaram estranhas formas de vida com capacidade de mostrar a realidade de forma simples e simbólica", explicou a atriz Raquel Durigon, a responsável pela proposta.
Segundo ela, as relações lúdicas e corriqueiras sugerem o desprendimento da aparência dos bonecos com a intenção de levar os alunos a mergulharem na própria identidade.
Sala de aula
De acordo com a coordenadora do Programa Mais Cultura nas Escolas, da Secretaria Municipal de Educação (SME), Sirlândia Gheller, o diferencial desta edição foi o teatro de rua e os personagens gigantes. Segundo ela, a proposta continua em sala de aula, onde os alunos irão estudar as obras do pintor.
Os alunos
Os bonecos interagiram com os estudantes, que foram reconhecendo as brincadeiras. "É uma coisa nova no colégio. Ótima oportunidade para todos se divertirem. É estranho, mas é bonito", disse Vitor Hugo da Silveira Neto, 14 anos. Já a aluna Esthefani Narciso, 13 anos, impressionou-se com o colorido: "Os bonecos são chamativos, como a obra do pintor. Achei muito legal as cabeças representando ETs", observou.
No final da encenação, os atores explicaram como foram feitos os bonecos e mostraram os materiais que compõem a estrutura deles. Também relataram que as cores dos personagens foram inspiradas nas obras de Miró.
Grupo de teatro
O Grupo De Pernas Pro Ar, que é de Canoas, propõe a dramaturgia como eixo de socialização no ambiente. "Também quer despertar aptidões artísticas, com um olhar minucioso na criação e no processo do criador", explica Raquel Durigon.
Ele tem trabalho continuado e comprometido com a pesquisa do teatro de rua há 25 anos. Desenvolveu uma linguagem própria, através das linguagens do teatro, circo, teatro de animação e música. Tudo em um processo que se caracterizou pela forma simples, simbólica e poética de se comunicar.
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