O relatório de 2004 de gestão municipal de saúde de Canoas, apresentado na tarde desta terça-feira (10), durante a audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, apontou um crescimento nos serviços ofertados e realizados pela rede de saúde do município e significativas melhorias nos índices epidemiológicos em relação ao ano de 2003.
Entre os pontos apresentados o secretário substituto da Secretaria Municipal da Saúde, Frabrício Pagnossim, destacou as ações educativas, onde foram realizadas 12.834 em 2004, contra 72 em 2003, o crescimento dos atendimentos odontológicos individuais, que passaram de 38.493 em 2003 para 102.832 em 2004, as consultas médicas nas especialidades básicas, que subiram de 311.757 em 2003 para 463.126 em 2004, as consultas realizadas por enfermeiros, antes vistos como auxiliares de médicos, também tiveram acréscimo, passando de 969 em 2003 para 48.512 em 2004. Segundo Pagnossim estes dados refletem os fortes investimentos em programa como o Saúde da Família (PSF) e o empenho da administração municipal em tornar o município referência em saúde. "A implementação do PSF trouxe saúde para quem não tinha", afirmou o secretário.
Pagnossim destacou ainda a queda de 20% na mortalidade infantil. Em 2003, o município registrou 76 óbitos, em 2004 este número caiu para 66. De acordo com secretário esta queda representa 12,6 óbitos para cada mil nascimentos. "Nossa meta é chegar a uma mortalidade inferior a 10 óbitos para cada mil nascimentos. Este ano devemos reduzir ainda mais o índice de 2004", frisou Pagnossim.
Entre os dados financeiros apresentados, os maiores investimentos da receita própria da Prefeitura, que totalizam R$ 42,9milhões, estão no pagamento de pessoal, que fica com 30% do valor, logo em seguida está o investimento em transferências para o Hospital Nossa Senhora das Graças, com 20% dos recursos, 11% no PSF, 6% em laboratórios e exames, 3% em serviços, 0,84% na compra de medicamentos e 0,40% na alimentação de idosos e crianças carentes. Os investimentos dos recursos estaduais e federais, que totalizam R$ 7,8milhões, estão divididos, principalmente, na manutenção do PSF, com 8% do total do repasse e 2,5% na compra de medicamentos.