O prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti, voltou a defender, nesta terça-feira (23) na Assembléia Legislativa, a necessidade de obras que venham a desafogar o tráfego de veículos que transitam diariamente pela BR 116, causando congestionamentos e danos ambientais para o município.
Entre os aspectos apontados pelo prefeito está a urgência em iniciar a obra, que segundo ele não poderá esperar muito tempo já que estudos demonstram que em cinco anos as condições de trafegabilidade no trecho se tornará inviável. De acordo com Ronchetti o objetivo não está em defender o projeto do Polão ou de alguma empresa, mas sim, na necessidade de manter o direito de ir e vir da comunidade, assim como, buscar o desenvolvimento da região e do Estado.
Segundo Ronchetti, 52% da produção do Rio Grande do Sul passa pelo chamado gargalo da BR 116. Neste trecho, localizado em Canoas, além dos danos de ter uma rodovia que divide a cidade ao meio, o município sofre com os gases e substâncias liberados pelos automóveis que passam pelo local. De acordo com o prefeito "não é que o Polão seja a solução mais adequada, porém a mais rápida", o que segundo ele, não inviabiliza a complementação do projeto com a construção das rodovias do Parque e do Progresso, conforme previsto na proposta do Anel Rodoviário Metropolitano.
Quanto à cobrança de pedágios o prefeito afirmou que nenhum político jamais será favorável à colocação de praças de pedágio, lembrando a posição desfavorável do ministro dos transportes, Alfredo Nascimento, e do governador, do Estado, Germano Rigotto, em relação ao Polão. Por outro lado questionou quem pagaria a conta da obra do Anel Rodoviário Metropolitano, orçado em U$ 450 milhões, já que recursos para a duplicação da BR 101 são solicitados há mais de 20 anos e ainda não existe um retorno favorável dos governos, seja estadual ou federal.
Ronchetti afirmou ainda que a discussão sobre o problema da BR116 ultrapassa os 11 anos. Segundo o prefeito, em 1994 quando ainda era vereador na cidade essa questão já era preocupação de âmbito municipal. "Nós precisamos desenvolver a região e o Estado sem prejudicar a comunidade" afirmou Ronchetti.
A audiência pública, realizada no Plenarinho, foi uma solicitação dos municípios da Granpal à Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa. Além do prefeito Marcos Ronchetti, fizeram parte da mesa principal, o prefeito de Cachoeirinha, José Luiz Stedile, o presidente da Comissão, deputado Osmar Severo, os deputados Floriza dos Santos, Miriam Marroni, Márcio Bialchi, Álvaro Boessio e Adolfo Britto, o representante do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre, Marco Ledermann e do diretor do Consórcio Metropolo, Sérgio Coelho da Silva.