O município de Canoas é pioneiro no Estado no trabalho de defesa civil realizado em escolas municipais. O Programa Municipal de Educação para a Defesa Civil, viabilizado através da parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME) e Comissão Municipal de Defesa Civil (Comde), visa levar até os estudantes, informações sobre áreas de risco e como agir em situações de perigo. A idéia do projeto, que terá sua primeira etapa no dia 25 deste mês, é que os alunos, além de absorverem as informações, as dividam com seus familiares, de maneira a multiplicar o conhecimento entre toda a sociedade.
No dia 25, o projeto será apresentado para dirigentes da SME. Na segunda etapa, o projeto será levado para as escolas, para conhecimento dos professores. Segundo a chefe de serviços de programas institucionais da SME, Marília Costa, o Programa será, inicialmente, implantado em dez escolas do Ensino Fundamental: Castelo Branco, Coronel Francisco Pinto Bandeira, Tancredo Neves, Jacob Longoni, Monteiro Lobato, Rio Grande do Sul, Santos Dumont, Nelson Paim Terra, Arthur Iockins e Nancy Pansera. Marília diz que em 2006, outras dez escolas passarão a integrar o Programa.
rde de hoje do coordenador da Comissão de Defesa Civil (Comdec), Márcio Kauer, o. O objetivo, conforme Kauer, é levar informações, de forma preventiva, aos estudantes para que repassem o conhecimento para seus familiares e multiplique-os pela sociedade. Zandonai lembrou, no encontro, sobre o acontecimento do maremoto nas últimas semanas na Tailândia. "Uma reportagem mostrou uma menina que havia assistido na escola um vídeo sobre os tsunami e, com isso, conseguiu salvar milhões de pessoas", complementou o secretário executivo da Comdec, Vanderlei Valter Boni, destacando a importância do conhecimento preventivo sobre essas situações.
O coordenador da Comdec lembrou ainda que a iniciativa se faz necessária visto que Canoas é uma cidade de "risco em potencial" e que apresenta diversos fatores de alerta. Entre eles, é possível citar a presença de refinarias, redes de gás, o transporte de combustível na região entre outros. A idéia, segundo ele, é apresentar noções básicas para proteção durante possíveis calamidades. "Outros estados e países já possuem sistemas de instrução em escolas desde cedo. Precisamos começar este trabalho em Canoas. Não podemos esperar que ocorra alguma calamidade para depois pensarmos em alternativas para atenuar o problema", salientou Kauer.
Zandonai parabenizou a Defesa Civil pela iniciativa e comprometeu-se em analisar o projeto para implantá-lo, se possível, já a partir deste ano. "Todo trabalho preventivo é de difícil acesso. Em geral, as pessoas têm alguma resistência, mas é importante também conscientizarmos a comunidade de que é o mais eficaz", salientou. Ficou acertado que, num primeiro momento, será estudada a elaboração de um projeto-piloto para as escolas de maior risco para depois o projeto ser ampliado para toda a rede municipal de Ensino. Para isso, ressaltou que os professores deverão passar por um processo de capacitação e, com isso, tornarem-se multiplicadores desses conhecimentos