Cerca de 50 professores da rede municipal de Ensino Infantil e Fundamental participaram na tarde desta Sexta-feira (17/6) de mais um encontro de capacitação. O evento contou ainda com a presença do coordenador da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec), Márcio Kauer, e demais servidores da Educação. A iniciativa, que começou em março deste ano, faz parte do programa de Educação para a Defesa Civil, promovido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec). Uma vez por mês, pelo menos, são levados palestrantes que abordam diversos temas alusivos à segurança e prevenção contra acidentes. Houve distribuição de material educativo para os participantes. A atividade culminará no final deste ano com a realização de simulação de acidentes nas escolas.
Na oportunidade, a temática trabalhada junto aos educadores da rede foi "Riscos Domésticos". O primeiro tema abordado, a partir das 13h30min, por Paulo Altair Soares, da Fundacentro, envolveu os "cuidados necessários no lar". Sua abordagem dinâmica despertou a atenção dos participantes. Ele apresentou formas e alternativas para minimizar os riscos de trabalho que, na sua avaliação, são aplicadas também nos lares.
Durante a palestra, Soares citou uma carta da menina Sony, de 10 anos, estudante em Kathmandu (Nepal). No documento, ela informa que "todas as pessoas incluindo crianças e idosos deveriam saber sobre terremotos. Em particular, as crianças em idade escolar devem saber como sobreviver em um terremoto. Creio que é nosso direito saber sobre terremotos", relata. Conforme Paulo, a palavra 'terremoto' pode ser substituída por qualquer outra que pode trazer coisas negativas para o ser humano. Paulo ressaltou o papel do professor na busca constante da formação de cidadãos e salientou a necessidade de se configurar uma nova realidade para o país. Para ele, a segurança e a saúde no trabalho (e no lar) só se legitimam se a pessoa contribuir para formar consciência, superar antigos e errôneos conceitos e eliminar e/ou controlar os agentes de risco. "É preciso mudar as atitudes e agir de forma pró-ativa. As pessoas são capazes de receber informação e absorve-las e mudarem seu comportamento", destacou. Ele propôs ainda um desafio: atuar e garantir a qualidade de vida, além da produção.
Já a partir das 15h30min, a capacitação teve continuidade com Paulo Gumercindo Machado, da Cruz Vermelha, que falou sobre animais peçonhentos e plantas tóxicas. Machado citou plantas como o copo de leite que pode gerar dermatite e, se ingerida, pode provocar intoxicação estomacal, irritação nas mucosas, náuseas e edemas de glote. Já a mamona, pode causar vômito, diarréia e insuficiência renal. Conforme ele, é preciso divulgar e orientar as crianças e a comunidade em geral sobre medidas de prevenção. Ele salienta que as pessoas devem conhecer as plantas e as suas características. "Temos que orientar as crianças a não colocá-las na boca, a não comer folhas, frutos e raízes desconhecidas", alertou. Paulo Machado lembrou ainda que o cozimento não elimina o veneno das plantas tóxicas.