Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), de Canoas, aponta que mais de 50% dos alunos que integram a Educação de Jovens de Adultos (EJA) no projeto Canoas Alfabetizando são mulheres. A maioria delas é dona de casa ou trabalha no mercado informal. De acordo com a pesquisa, grande parte dos estudantes da EJA são jovens e possuem entre 15 e 35 anos.
A educação de jovens e adultos em Canoas direciona suas ações basicamente ao ensino daqueles cidadãos que foram excluídos de um de seus direitos elementares: sentirem-se integrantes do mundo da leitura e escrita, bem como da continuidade das aprendizagens. O ensino de jovens e adultos é oferecido no município desde 1971, através de convênio Prefeitura e Governo Federal (Mobral, Fundação Educar, entre outras). Em 1991, foi criado o Programa Veja (Valorizando o Ensino de Jovens e Adultos). Desde sua criação, estima-se que 15 mil cidadãos tenham passado pelas escolas da rede de ensino, com idades que variam entre 15 e 80 anos.
Atualmente, a EJA - Educação de Jovens e Adultos funciona em 18 escolas da rede municipal com as etapas iniciais (1, 2, 3 e 4) e 10 com etapas finais (5,6,7 e 8) do ensino fundamental, correspondendo ao ensino de 1ª a 8ª série atendendo cerca de 2.650 alunos por semestre, distribuídos em 89 turmas. Neste trabalho, estão envolvidos 132 professores.
Os alunos avançam de uma etapa para outra semestralmente conforme a construção de suas aprendizagens. Nas etapas iniciais, as aulas ocorrem em quatro dias da semana. Um dia é dedicado ao estudo e aperfeiçoamento do professor. Nas etapas finais, os alunos têm aula de segunda a sexta-feira.
Já a formação continuada do professor ocorre através de cursos, encontros e assessorias. Além disso, atividades culturais e recreativas acontecem durante o ano, reunindo professores e alunos para confraternização, descontração e aprendizagem.
De acordo com o titular da Smec, Marcos Zandonai, a Secretaria, vem atendendo à atual administração e trabalha fortemente para erradicar o analfabetismo no município. "Este é um projeto de resgate e de inclusão social. Estamos buscando incansavelmente oferecer espaços reais de aprendizagem e oportunidades para que essas pessoas possam dar da continuidade à busca do conhecimento", ressalta Zandonai.