Dos 496 municípios gaúchos, Canoas está entre os 14 que possuem legislação na área de preservação de arquivos. Está também entre os 10 municípios do Rio Grande do Sul, a possuir um prédio próprio destinado a guarda e preservação de seus documentos, conforme dados recentes do censo de arquivos do estado. O município é um referencial na área da gestão documental, com um prédio modelo que foi totalmente reestruturado e adequado às normas que a Lei Nacional de arquivos prevê, para a guarda e conservação de documentos.
O Arquivo Histórico Municipal de Canoas foi criado em 1989 e por questão de espaço físico, o Museu Municipal de Canoas unificou-se a ele. Segundo a diretora do Arquivo Público Municipal de Canoas Maria Lúcia Agostini, o serviço de Arquivo foi extinto da Secretaria de Desporto Cultura e Juventude, devida a LEI 4848 de janeiro de 2004. Que criou o Arquivo Público Municipal como um departamento ligado ao gabinete do prefeito. Já o museu continua veiculado a secretaria de Cultura, como um serviço de departamento.
O arquivo fica com a toda a parte histórica do município em papel, incluindo fotos nas suas exposições, e o museu com as peças tridimensionais, que vão de moedas a móveis.
Além de toda a documentação publicada das secretarias municipais, no acervo, há também os documentos provenientes de particulares que somam um total de 490.
O resgate da história através de publicações sobre bairros em datas importantes são sempre lembradas pelo arquivo,- datas do povoamento urbano de Canoas 14 abril, emancipação política 27 de julho. Nesta última data, o arquivo brindou a população, inclusive as escolas da rede municipal de ensino, com o "Canoas em retrato", que é um álbum com fotos que retrata a cidade em vários épocas.
Nas visitas ao arquivo, que são guiadas e monitoradas, é relatado a idade do prédio, 51 anos, seu tamanho 1232m2, e a história de vida do patrono Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, que foi prefeito de Canoas, de 1956 a 1959, e um dos grandes nomes da advocacia canoense. Além é claro da importância, do acervo que o arquivo disponibiliza para pesquisas, que conta com publicações e exposições de fotos antigas. A Hemeroteca é composta de recortes de notícias que constextualizam fatos importantes da história de Canoas. Sendo assim, ela se torna uma grande ferramenta de trabalho para os visitantes de um modo geral.
De acordo com a Chefe de Serviço do Museu Municipal de Canoas Neli Cardoso, o acervo do museu é composto por 690 peças, entre obras, moedas e móveis.
Neli acredita que a curiosidade por objetos antigos seja maior por parte das crianças, que fazem muitas perguntas e ficam deslumbrados com modelos tão antigos de TV e rádios expostos. "Eles são bem curiosos, e isto é bom, pois já crescem valorizando a cultura do nosso município", salientou.
Aqui no museu é possível conhecer acessórios de uso pessoal, do patrono Dr. Sezefredo, adiantou Neli. Entre eles, óculos, relógio, chapéu e outros."O fluxo de pessoas já é grande". Neli se refere ao pouco tempo da inauguração das novas instalações, que foi no último dia 16. E considera positiva o interesse das pessoas pelas obras expostas, que entram num primeiro momento por curiosidade.
A curto prazo, Neli espera que o número de visitas cresça, já que o interesse das pessoas pela cultura local, está cada vez mais evidente, com o novo endereço do museu.
Visitas guiadas podem ser marcadas pelo telefone, (051) 4621621 das 8h às 18h15mim.
Entre os objetos expostos no museu se destacam:
- Moeda de 200 réis de 1901
- Diário em couro com anotações de José Joaquim Santos Ferreira de 1838
- Televisor philco, modelo 1969
- Máquina de costura, que foi usada de 1909 a 1956
- Máquina de calcular da década de 1930
- Máquina de escrever, que em 1931, datilografou o primeiro contrato de compra e venda do Loteamento Bairro Niterói.
- Rádio Vitrola de 1950
- Conjunto de amostras do 1º refino da REFAP de 06 de junho de 1968
- Quadro fotográfico da 1º Câmara Municipal de Vereadores em 1947, alguns componentes; Jacob Longoni, Artur Jochims e Arthur Pereira de Vargas.