Liderados pelos prefeitos de Canoas, Marcos Ronchetti, de Porto Alegre, José Fogaça, de Gravataí e presidente da Associação dos Municípios da Grande Porto Alegre (Granpal), Sérgio Stasinski, e autoridades locais participaram , na manhã desta terça-feira (8), de panfletagem na BR 116, na Praça do Avião em Canoas, na RS 118 ,em Sapucaia do Sul e na Polícia Rodoviária de Gravataí. A manifestação consistiu na distribuição de material alertando sobre a situação caótica em que se encontram as rodovias.
Recebendo o apoio imediato dos motoristas, Ronchetti entregava os impressos enfatizando a necessidade de uma saída urgente. "Queremos chamar a atenção das autoridades federais e estaduais para que seja encontrada o mais rápido possível uma saída para o caos que vivemos". Segundo o prefeito se o governo federal liberar recursos, é possível construir rodovias sem pedágios para desafogar o trânsito na BR-116. "Ninguém é a favor de pedágio, que até poderá não existir se tivermos verbas do governo federal", salienta Ronchetti, lembrando que 52% da produção do Estado passa por Canoas "além de lentidão no trânsito, o gargalo causa a degradação do meio ambiente e a superlotação das vias municipais".
O problema maior é vivido em Canoas, mas também prejudica outras cidades. " O estrangulamento existente inviabiliza o desenvolvimento econômico, afastando investimentos da região metropolitana", aponta Fogaça, chamando a atenção também o expressivo número de acidentes. " Não podemos ser coniventes com a trágica realidade", comenta.
Ao panfletear nos dois trechos da RS118, o prefeito de Gravataí mobilizava as atenções por uma solução urgente, alertando para o mau estado de conservação. " Para que seja uma alternativa, a rodovia precisa ser duplicada e, somente assim, possa desafogar a BR-116", diz Stasinski. Para ele, a situação representa também perigo para centenas de famílias que residem próximo à estrada, enfrentando riscos na travessia.
O manifesto encerrou com reunião-almoço realizada em Viamão, que contou também com a presença dos prefeitos José Luiz Stédile, de Cachoeirinha, e Alexander Alves, de Viamão. O próximo passo será a marcação de audiência, para a próxima semana, com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e com a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para discutir uma alternativa ao problema. O grupo já possui o apoio de 36 dos 56 deputados estaduais gaúchos para o início das obras do Polão.
A trágica situação:
- Por ano, são 3,3 mil acidentes, 50 mortes e 1337 feridos, envolvendo 5.600 veículos.
- O acesso a Porto Alegre por Canoas é o maior gargalo em rodovias no Brasil, sendo recordista de trânsito de veículos, de acidentes e mortes.
- A previsão é de que em três anos o caos será absoluto na BR 116, entravando o desenvolvimento e ceifando a cada dia mais vidas.