A Prefeitura Municipal de Canoas vem desenvolvendo diferentes ações para enfrentar os alagamentos, principalmente depois das fortes chuvas dos dias 7 de outubro e 4 de novembro. A cidade conta com 6 Casas de Bombas (CB) localizadas nos limites dos Rios do Sino e Gravataí, sendo que a estação de bombeamento número 4, junto ao Dique do Arroio Araçá, está em construção. A administração municipal busca a modernização das 19 máquinas para agilizar a vazão de grandes volumes de água, e também realiza trabalho educativo de conscientização da comunidade.
O secretário municipal de Obras Públicas (SMOP), Gilmar Pedruzzi, explica que os transtornos causados pelo temporal da última sexta-feira, 04, ocorreram em função da falta de energia elétrica durante seis horas, o que acabou impedindo o funcionamento das bombas de sucção. Pedruzzi ainda destacou que um dos principais problemas é o acúmulo de lixo nas valas. Na CB 7, na Rua Curitiba, chegaram a ser recolhidos dez caminhões de lixo da barreira da vala, além de dois contêiners de dentro da Casa de Bombas. Este recolhimento é realizado pelos funcionários através de garfos e por ação de escavadeiras hidráulicas. A casa possui três bombas, com capacidade de sugar 2,5 mil litros por segundo, que são acionadas quando a água atinge o nível de 1,10 m. A SMOP investe cerca de R$ 250 mil por mês apenas com a limpeza das valas. "É um valor alto que poderia estar sendo destinado a ações de infra-estrutura e saneamento", afirmou Pedruzzi. A Secretaria está desenvolvendo um programa educativo de conscientização da comunidade. O projeto será realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) e a Secretaria Municipal de Preservação Ambiental (SEMPA).
Pedruzzi lembra ainda que as Casas de Bombas de Canoas são antigas (a CB7, por exemplo, é de 1970), o que as coloca fora das normas da AES Sul e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O secretário informa que encaminhou ao Ministério das Cidades um projeto de modernização e automatização das Casas de Bombas, calculando um investimento de R$3 milhões. A Prefeitura também já orçou em R$800 mil a compra de dois grupos de geradores para atender as CBs 3 e 7.
A Casa de Bombas número 4 está sendo construída para atender o sistema de bombeamento das águas dos bairros Fátima e Rio Branco, aliviando em 50% o trabalho da CB 3, na Rua Hermes da Fonseca. O secretário municipal de Transportes e Serviços Públicos, Varner Araújo, afirmou que a conclusão da obra pode ser efetivada em três meses se houver o reassentamento de cerca de 20 famílias que ocuparam o local. A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SMPU) negocia com os moradores a mudança para um loteamento no Mato Grande. A Prefeitura está oferecendo, para cada família, um terreno com água, luz e banheiro. Araújo destaca que a CB 4 terá duas grandes vantagens sobre as demais. Segundo ele, a Casa contará com cinco bombas que vão manter a água a 1 metro e meio abaixo do nível normal, além de ter o sistema mais moderno e eficiente de captação, o que deve manter a Vala do Irineu sempre vazia.