A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de Canoas lançou na manhã desta segunda-feira (5) o projeto Inclusão através da Arte. A iniciativa visa a levar a música, a dança, o canto e outros tipos de manifestações artísticas para o dia-a-dia das pessoas portadoras de necessidades especiais. O lançamento ocorreu no Espaço Solidário de Atenção a Criança e ao Adolescente (Esaca), no Mathias Velho e contou com a distribuição de camisetas aos alunos que passam a integrar o projeto.
Estampada com o nome e o símbolo do projeto, a camiseta traz mais que uma identificação visual do grupo, ela traduz a visão de uma deficiente visual de apenas 9 anos de idade. O símbolo do projeto, uma borboleta multicolorida, foi desenhada e pintada pela estudante da Escola Municipal Ceará, Daniela Fortuna, gêmea da também deficiente visual, Fernanda.
Ambas com retinopatia da prematuridade (lesão na retina ao nascer) são estudantes da 1ª série da Escola Ceará, participam de aulas de teatro na Associação de Deficientes Visuais de Canoas (Adevic) e ainda recebem ensinamentos sobre braile e soroban nas Salas de Recurso da Escola Estadual André Poente. Além delas, outras 400 pessoas, entre jovens e adultos, estarão se beneficiando com o projeto. De acordo com a assessora de inclusão da SMEC, Cristina Gobbi, aproximadamente 400 estudantes estão incluídas no ensino infantil, fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal de ensino. Além da educação formal das disciplinas de matemática, português, história, ciências e outras em sala de aula, os portadores de necessidades especiais contam com o suporte, viabilizado através dos convênios, de terapias ocupacionais, trabalhos alternativos e bolsas pedagógicas em instituições especializadas, além de locais como o Esaca.
De acordo com Cristina o projeto vai se somar as ações que já vem sendo desenvolvidas, fortalecendo o processo de inclusão dessas pessoas na sociedade. Segundo ela, de agosto a novembro deste ano foi realizado um projeto piloto, onde o mestre Beija-Flor desenvolveu o curso de capoeira inclusiva para os alunos do Esaca e EJA. "As aulas renderam um ótimo resultado e agora serão intensificadas a partir do Inclusão através da Arte", afirma Cristina.
A primeira fase do projeto inicia em 2006 com a realização de aulas e cursos de canto. Os integrantes do programa serão encaminhados pela própria escola onde estudam.