O Mini Zoológico da Prefeitura de Canoas, localizado junto ao Parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo), recebeu esta semana do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) dois gatos do mato oriundos da região serrana do Estado. Há cerca de 15 dias um terceiro animal havia sido recolhido junto a crianças ao bairro Mathias Velho em Canoas.
Os pequenos felinos, com idades entre um e cinco meses de vida, foram apreendido em razão de tentativa de tráfico e domesticação. Atualmente eles estão em processo de recuperação em uma área restrita aos funcionários do zoológico. No local recebem alimentação e os cuidados necessários para a sobrevivência. De acordo com o coordenador do MiniZôo, o veterinário Max Schineider Martin, provavelmente estes animais não terão mais condições de retornar ao seu habitat natural e o destino ficará limitado a um criatório conservacionista registrado pelo Ibama. "Um animal silvestre que se alimenta em uma mamadeira fica com seu destino voltado a um cativeiro", comenta Martin.
O secretário municipal de Preservação Ambiental (Sempa), o geólogo Marco Aurélio Chedid, aponta o interesse em manter um destes gatos em exposição no MiniZôo, a fim de auxiliar nos processos de educação ambiental e de conservação das espécies silvestres desenvolvidos pela Sempa. Chedid explica que para a permanência do gato do mato no zoológico é necessário a criação de um espaço adequado, com características próprias para atender as necessidades do animal. O secretário argumenta que a partir de 2006 a secretaria estará intensificando esforços para a construção do novo espaço. Ele acredita que os recursos possam ser investidos inclusive pela iniciativa privada e pede que os interessados entrem contato com a Sempa.
O coordenador do MiniZôo, Max Schineider Martin, conta que 90% dos animais que entram no zoológico são oriundos do tráfico e que nestes casos os comerciantes acabam cometendo atrocidades, como quebrar partes do corpo, ou mesmo, injetar álcool nos animais para evitar que eles se mexam e emitam sons durante o transporte. O restante são originários de maus tratos como o caso de um papagaio do peito roxo, espécie ameaçada de extinção, que há cinco dias foi recolhido pela fiscalização da Sempa de uma residência onde vivia há cerca de 10 anos. Em uma primeira análise foi diagnosticado que provavelmente o papagaio esteja com uma fratura na asa direita e no externo (peito). Ele está sendo tratado, ganhando peso e aguarda uma cirurgia.
Para evitar a extinção da fauna brasileira é necessário que a comunidade não compre e denuncie a criação irregular de animais silvestres. Em Canoas as denúncias podem ser realizadas através da Fiscalização da Secretaria Municipal de Preservação Ambiental, pelo telefone 3462-1683.
DBC
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Tel.: 3462-1508
Em: 08/12/2005