O ano de 2005 ficou marcado pelo trabalho de redução do déficit habitacional do município através das ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Habitação (SMH). Diferentes projetos e parcerias garantiram a construção de moradias populares, realizando o sonho da casa própria de muitos canoenses. O titular da pasta, Jesus Humberto Coffy Rodrigues, afirma que a administração municipal fez em Canoas o que nunca havia sido feito antes. "Com iniciativa e vontade para desempenhar obras e convênios, retiramos muitas famílias de locais inadequados, devolvendo a dignidade destas pessoas", avalia.
\tCom o apoio da Caixa Econômica Federal, a SMH entregou 440 apartamentos por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Foram 240 na Rua São Nicolau e 200 na Júlio Pereira de Souza, ambas no Bairro Estância Velha. O PAR é um programa destinado à redução do déficit habitacional, concentrado nos grandes centros urbanos por meio de arrendamento residencial com prazo de 15 anos para o pagamento, onde ao final do período o arrendatário se torna proprietário do imóvel. O público alvo é composto por famílias com renda mensal inferior a seis salários mínimos, que não sejam proprietárias de imóvel residencial, ou imóvel financiado.
\tO projeto Banco de Materiais, financiado pelo Fundo Municipal de Habitação, auxiliou diversas famílias proporcionando o material de construção para a reforma de residências. Com a ajuda do Fundo, também foram entregues 300 unidades dos módulos sanitários. A iniciativa, destinada às famílias de baixa renda que moram nos bolsões de pobreza, consiste na construção de banheiros completos, contribuindo com o resgate da cidadania e com a manutenção do meio ambiente.
A SMH está em fase de conclusão do projeto Morada Solidária I que beneficia 319 famílias carentes inscritas nos loteamentos populares de 2003. A obra inclui 19 prédios de 4 andares, com apartamentos de 2 quartos, sala, cozinha e banheiro que totalizam 52m² cada, tamanho inédito para este tipo de iniciativa pública. As verbas da construção, orçada em cerca de R$12 milhões, são 100% provenientes do Fundo Municipal da Habitação. O secretário explica que, além de proporcionar a residência, a Secretaria também vai realizar o acompanhamento das famílias através de orientações que as inseriam em um novo contexto social. Em março ocorre a primeira etapa da entrega. O Conselho Municipal de Habitação vai selecionar as famílias beneficiadas, baseado nas impressões de psicólogos e assistentes sociais e apoiado nos critérios da lei do Fundo Municipal de Habitação.
\tEm processo de finalização também está a regularização fundiária da Vila Getúlio Vargas. Depois de anos ocupando terras informais, cerca de 1,2 mil famílias receberão a escritura através de uma parceria com o Banco do Brasil. Com o auxílio do Ministério Público e da Cooperativa Fátima, a Prefeitura também executou a infra-estrutura do final da Rua Bartolomeu de Gusmão, Bairro Fátima, com a abertura de ruas e canalização para viabilizar a construção de casas, beneficiando 190 famílias.