As cerca de 3 mil pessoas que invadiram a área de aproximadamente 50 hectares no bairro Niterói, em Canoas, se recusam a deixar o local .A prefeitura que tem em mãos o mandato de reintegração de posse, expedido nesta sexta-feira pelo juiz Fábio K. Junior, tenta resolver de forma pacífica a situação. No local foi montado um posto para o cadastramento dos invasores, para um posterior assentamento numa área que está sendo urbanizada nos arredores do bairro Guajuviras. O acordo que possibilitou o inicio dos cadastros foi firmado por representantes do poder público e pela comissão dos assentados, onde ficou definido que os cadastrados terão prioridade no chamado para a ocupação. Apesar da alternativa proposta, somente seis pessoas fizeram o cadastro.
Conforme o secretário municipal de Preservação Ambiental, Marco Aurélio Chedid, a permanência no local representa grande risco, pois "é uma área que tem o solo impuro, já que era depósito de resíduos químicos no passado". afirma .
Em visita ao local, agentes do Conselho Tutelar estiveram verificando as condições das crianças e adolescentes instaladas na área. Juliana Lopes Machado, 26 anos, mãe de uma menina de 12 dias, foi advertida verbalmente por estar com a filha pequena no local. Ela justificou que só vai para o local durante o dia e que mora de aluguel, por isso, participou da invasão. Junto com Juliana estavam os outros dois filhos, de 11 meses e 3 anos respectivamente.
Durante a tarde, houve nova rodada de negociações entre a prefeitura e invasores, que não aceitaram a saída pacífica proposta pelo Município. Lideranças dos assentados incitavam palavras de ordem contra os coordenadores da negociação. Apesar dos protestos, a prefeitura aumentou o prazo dos cadastros, que se encerraria as 16h, e ampliou para as 18h.Durante a ação, nenhum incidente foi registrado e apesar do município ter o mandado de reintegração de posse, não existe data definida para a desocupação.