A prefeitura de Canoas, através da Secretaria de Planejamento Urbano (SMPU), encerrou na tarde de quarta-feira (14), o cadastramento das famílias que ocupam áreas de forma irregular. As cerca de 1 mil famílias situadas em áreas da CEEE, Centersul e Galinna, no Bairro Fátima , somente 10% optaram pelo cadastramento voluntário e se retiraram dos locais invadidos. Os cadastros serão analisados por técnicos sociais da prefeitura e encaminhados a projetos habitacionais a serem implantados no município.
A proposta de cadastramento foi sugerida pela Câmara de Vereadores em reunião ocorrida no início do mês entre representantes do Executivo, Legislativo e invasores. Na ocasião a comissão dos invasores admitiu que somente 25 famílias que ocuparam a área se encontram em situação de emergência e não possuem lugar para residir.
O secretário municipal de Planejamento Urbano, Oscar Escher, reiterou a necessidade de cumprir a desocupação dos locais ordenada pela justiça. Ele acrescenta que a prefeitura disponibilizará também mão-de-obra para auxiliar na remoção de pertences dos ocupantes que optarem pela saída voluntária. As famílias que permanecerem responderão às determinações impostas pela justiça. O secretário enfatiza que, ao contrário do que pleiteavam os invasores, os locais ocupados ilegalmente não serão negociados e que " as condições alagadiças da área são de elevados custos de urbanização para o município e inviabilizam o assentamento imediato ".