As secretarias municipais de Assistência Social e Cidadania (SMASCI) e de Saúde (SMS) realizaram na tarde desta sexta-feira (30/6), o Fórum Municipal de Saúde Mental. O evento realizado na Associação Reviver contou com a participação de entidades públicas, privadas, ONGs , associações do município e Ministério Público. O Fórum debateu a situação das políticas voltadas ao atendimento e abrigo das pessoas portadoras de problemas de saúde mental na cidade, além de diagnosticar a estrutura existente e buscar a adequação para o atendimento de todas as demandas.
Os temas debatidos incluíram as políticas desenvolvidas pelo município para resolver a situação de pessoas portadoras de problemas de saúde mental e que se encontram abandonadas pela família. Aproximadamente 25% dos casos de consulta na rede pública de saúde tem relação direta com problemas mentais. São casos de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, fobia e esquizofrenia entre outros. Casos mais graves como retardo mental ou lesões cerebrais atingem até 5% da população. A cidade dispõe de quatro unidades de saúde para tratar unicamente da saúde mental.
Na abertura do encontro, o Diretor-Geral da Saúde em Canoas, Valter Brook, destacou a importância da integração entre as secretarias municipais e as entidades privadas do município no empenho em solucionar questões que afligem pessoas portadoras de doenças mentais. A coordenadora do asilo Santa Bárbara, Gilvana de Abreu, confirmou que dos 26 internos do abrigo, pelo menos a metade possui deficiência mental. "Estamos muito bem amparados pela prefeitura, que disponibiliza capacitações para nossos funcionários, o que resulta num atendimento mais qualificado", observa.
O Fórum contou ainda com a participação da Promotora de Justiça Daniela Schilling, o psiquiatra e coordenador da residência integrada da Escola de Saúde Pública, Dr. Gustavo Gomes da Silveira, o Secretário Municipal de Assistência Social e Cidadania, Ademir Zanetti, além de profissionais da área de saúde mental da cidade.