A manhã desta terça-feira (04/7) foi movimentada no Espaço Quintana, na 22ª Feira do Livro de Canoas. Um bate-papo com a escritora Monique Revillion reuniu aproximadamente 60 alunos das Escola Municipal Monteiro Lobato, que participaram da conversa interagindo com a autora através de perguntas e conhecendo o processo de criação das histórias. Monique - que lançou recentemente seu primeiro livro 'Teresa que esperava as uvas'- sentiu-se presenteada com o encontro. "É muito bom interagir com o público jovem, pois eles não têm receio de fazer perguntas, o que é uma experiência maravilhosa, um grande aprendizado", observa. Na ocasião, a autora doou um exemplar da coletânea Contos Premiados, para a Biblioteca Pública Municipal.
A estudante Franciele Silva, 12 anos, era uma das mais empolgadas no evento. Com uma lista de doze perguntas para a escritora, sentiu-se à vontade em conhecer pessoalmente a autora do livro que lera em trabalho desenvolvido na escola, e aproveitou a oportunidade para pedir autógrafos e tirar fotos. "Perguntei para ela o que a inspirou, e pedi para falar mais sobre suas histórias", comemorava. Diversas cartas escritas pelos alunos foram entregues a Monique.
Quem circula pela feira tem a oportunidade de conhecer um pouco mais da produção literária local. No estande da Fundação Cultural de Canoas, são comercializados livros de autores canoenses como Jairo Luiz de Souza, Henrique Martins de Freitas e Cícero Galeano Lopes. O local, que funciona numa parceria com a Associação Canoense de Escritores (ACE), disponibiliza mais de 50 títulos aos leitores.
A literatura internacional também está presente no estande da editora Shinseken, que comercializa livros de autores do Irã, Filipinas, China e México, entre outros. Os livros têm ilustrações feitas por artistas do país de origem do escritor, o que caracteriza a obra de forma peculiar. Os títulos impressos em língua portuguesa também têm versões em inglês, mandarim e francês.
Na noite de segunda-feira (03/7), no Espaço Quintana, o Departamento de Arquivo Público lançou o livro 'Nossas ruas contam histórias - vol. ll'. A obra, com patrocínio da Refap, tem 38 páginas e busca caracterizar 32 ruas e avenidas da cidade, e que, conforme a pesquisadora e coordenadora da obra, Iolanda Finkler, fazem parte do trajeto no corre-corre diário. As ruas escolhidas para o volume levam o nome de pessoas e fatos importantes no desenvolvimento local. Na abertura do evento, Iolanda lembrou que a história de um lugar está baseada nos ensinamentos do passado. "Procuramos cumprir nosso papel, que é divulgar e promover a história enaltecendo nossa gente, nossa terra e nossas raízes" finalizou.