Quatro escolas da Vila João de Barro foram contempladas com o projeto, beneficiando 80 estudantes.
Os alunos portadores de necessidades especiais de quatro escolas da Vila João de Barro terão aulas de capoeira, pelo projeto Inclusão através da Arte, iniciativa da Secretaria da Educação e Cultura de Canoas. As aulas acontecerão na sede da Associação de Moradores, onde o som do berimbau embalará as atividades de 80 estudantes do ensino fundamental, nas terças-feiras e quintas-feiras. Coordenado pelo Centro de Capacitação, Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA), a atividade - que iniciou-se na última quinta-feira (06/7) - é feita de forma a integrar o aluno a sua comunidade, capacitando e estimulando o seu potencial.
As escolas beneficiadas são as municipais Santos Dumont e Pernambuco, a estadual Guanabara e a particular São José. "As pessoas com necessidades especiais têm que ser fortalecidas e preservadas nas suas diferenças, e as vítimas de negligência devem ter aumentadas a auto-estima", explica a diretora do CEIA, Maria Cristina Gobbi. Ela adianta que o trabalho irá registrar significativas melhoras quanto à performance pedagógica do indivíduo e de seus familiares, promovendo, assim, inclusão no contexto social, pois as crianças entregam-se às atividades sem medo de expor suas limitações.
A associação de moradores da Vila João de Barro é parceira da Prefeitura no projeto, disponibilizando o espaço e oferecendo algumas vagas para as crianças que não estão matriculadas na rede de ensino. "Queremos promover a inclusão, tirando-as de casa e colocando-as no convívio normal com as demais pessoas ",lembra Ruth Ribeiro, presidente da associação. Com o ingresso no programa, os participantes poderão ser encaminhados a uma escola ou instituição que assegure mais qualidade de vida a eles.
Para a diretora da Escola São José, Maria Cristina Costa, o programa passa a oferecer uma atividade extra-classe aos alunos. "Eles recebem uma educação diferenciada e a melhoram o desempenho escolar. Na convivência com os colegas, aprendem a controlar os seus limites, respeitar normas e regras de convivência", comemora a diretora. Para Amanda Néri, 12 anos, a aula foi o momento mais aguardado na semana. "Eu fico alegre porque estou aprendendo e encontrando gente nova", disse a sorridente menina. Esperando para ensaiar um novo passo com o professor, Everton Fonseca, 6 anos, comenta o quanto está apreciando as atividades. "Estou gostando das coisas diferentes que a gente faz".
A SMEC projeta desenvolver novos cursos, como aulas de música e dança nas comunidades carentes que tenham número elevado de estudantes portadores de necessidades especiais e em situação de vulnerabilidade social.