Após apresentação do projeto, os participantes aprovaram o plano de trabalho proposto.
Com a presença de representantes de 47 associações de bairro, de secretários e diretores municipais, de funcionários do executivo e do legislativo, de representantes da Metroplan e do Conselho Municipal de Desenvolvimento, além de integrantes de entidades de classe, foi aprovada a metodologia de trabalho para a implantação do novo Plano Diretor Urbano Ambiental (PDUA) de Canoas. O encontro, ocorrido na manhã deste sábado (22/7), no auditório do prédio 14 da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), foi o primeiro das 10 audiências públicas que ocorrerão até julho de 2007.
Para um público estimado em mais de 250 pessoas, o prefeito Marcos Ronchetti fez a abertura formal dos trabalhos, destacando que o conceito do plano diretor é ser um plano estratégico, com base na concepção do crescimento da cidade de forma sustentável, tanto econômica quanto ecologicamente. Ronchetti ressaltou que o plano diretor em vigência é de 1972 - quando a cidade possuía, aproximadamente, 170 mil habitantes - e é voltado ao monitoramento, diferente deste que está sendo implantado, que será um plano gestor e em conformidade com as alterações havidas, especialmente a demográfica. O município registra, atualmente, população de 329 mil habitantes. "O acompanhamento e o controle do desenvolvimento urbano e o planejamento sobre todo o território municipal, criam a necessidade de novas práticas e da criação de instrumentos urbanísticos adequados a estes objetivos. O plano diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana de uma cidade", sentenciou o prefeito, demonstrando a importância da mobilização da comunidade. É ela que irá apontar as necessidades de sua localidade e, ao mesmo tempo, apresentar sugestões para se chegar às melhorias pretendidas.
O coordenador dos trabalhos do plano diretor e secretário municipal de Planejamento Urbano, Oscar Escher, apresentou o aerofotogramétrico da cidade e imagens captadas por satélite, mostrando Canoas em toda a sua extensão. Ele ressaltou que há áreas pouco exploradas, tanto demograficamente, quanto sob o aspecto desenvolvimentista, além de apontar outras que cresceram desordenadamente. Escher informou que está em funcionamento o escritório do Plano Diretor, junto à SMPU, onde o cidadão pode buscar todas as informações sobre o processo de implantação do PDUA. "O prefeito Marcos Ronchetti determinou que o escritório permaneça aberto à população, para que ela possa entender e participar do plano, que irá construir a Canoas que queremos e merecemos", frisou ele. A arquiteta Marilu Maraschin, da Magna Engenharia, expôs o plano de trabalho a ser executado nos 14 meses previstos. Os trabalhos iniciaram-se em maio passado.
O novo plano diretor busca ordenar o crescimento nas áreas habitacional, ambiental, de serviços, de saúde, de educação, de limpeza pública e de áreas verdes. Para viabilizar sua implantação, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano compôs uma equipe técnica, com representantes de todas as secretarias e de entidades afins com o tema. A empresa Magna Engenharia, que dá consultoria ao PDUA, participa com a realização de trabalhos e levantamentos realizados por equipe composta de arquitetos, engenheiros, biólogos, advogados, economistas e assistentes sociais. A cidade foi dividida em quatro zonas e os trabalhos distribuídos por equipes técnicas em seis temáticas, mobilidade urbana, mobilização comunitária, patrimônio ambiental, infra-estrutura, regularização fundiária e visão estratégica.
As cinco próximas audiências acontecerão até o final de 2006 e as quatro restantes, até julho de 2007, quando ocorrerá a conferência da cidade. Dela sairá a minuta do projeto-de-lei, criando o novo plano diretor do município. Antes disto, contudo, a SMPU prevê para setembro deste ano o encaminhamento à Câmara de Vereadores da proposta das novas ferramentas de gestão urbana e dos conceitos gerais do novo plano diretor da cidade, para apreciação e votação.