O aprendizado de atividades que podem se transformar em fonte de renda, reúne, a cada quinzena, um grupo de mulheres em situação de vulnerabilidade social do bairro Guajuviras. Na tarde desta quinta-feira (10/8) elas participaram de um encontro do programa de Ações Sócio-Educativa Familiar (Asefam), coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASCI). As atividades, coordenadas pelo Departamento de Cidadania, acontecem na sede da Associação de Reciclagem Amigas Solidárias (Arlas), envolvendo 26 pessoas.
Iniciadas em março, as oficinas e os trabalhos desenvolvidos surgem das sugestões das participantes. Atualmente, as mulheres trabalham com bordados em lantejoula, enquanto seus filhos, de zero a seis anos, divertem-se na Brinquedoteca, local criado pela coordenação do Asefam para que as mães possam concentrar-se nas atividades propostas. Além de entretenimento, a Brinquedoteca trabalha de forma educacional, buscando desenvolver as capacitações dos pequenos, através de um roteiro de crescimento sadio com orientação de profissionais da SMASCI.
Integrante do grupo, a dona-de-casa Solange Brás, 39 anos, aprova a iniciativa, pois considera muito importante a possibilidade de aprendizado. "Aprendemos, nos integramos e trocamos experiências, o que é muito bom para nós", declara. A presidente da Arlas, Beatriz Aguiar destaca o resgate da auto-estima como fator de crescimento. "Muitas das mulheres que participam do Asefam também trabalham aqui na reciclagem. É uma oportunidade de conhecerem novas alternativas para obtenção de renda", observa.
O Asefam já está no quarto ano de funcionamento, possuindo sete grupos em atividade, localizados nos bairros Rio Branco, Vila Dique, Niterói, Guajuviras , Vila Cerne e Mathias Velho, este com dois grupos formados. O objetivo do programa é promover a melhoria da qualidade de vida das famílias e apóia-las na função de cuidar e educar seus filhos.
A prefeitura concede uma cesta de alimentos para as mães que não tiverem faltas aos encontros, ou justificarem as mesmas. A seleção para a criação dos grupos de trabalho é feita pela SMASCI, Conselho Tutelar, Ministério Público e entidades vinculadas à ação social.