O tema será debatido nas Unidades Básicas de Saúde Niterói e São Luís.
O Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) organiza, nesta terça-feira (29/8), palestras para tratar sobre o tabagismo passivo, tema escolhido em 2006 para marcar a data, que é destacada em todo o país. Os encontros iniciam-se às 14 horas e são abertos a toda a comunidade, não sendo necessário fazer inscrições prévias.
Segundo o coordenador do programa, enfermeiro Cleber Brandão, a proposta deste ano é bastante pertinente, pois todas as pessoas que convivem direta ou indiretamente com o tabagista, que compartilham em algum momento o mesmo ambiente - familiar, de trabalho e de lazer - tornam-se fumantes passivos. "A poluição tabagística ambiental é a maior responsável pela poluição em ambientes fechados e responde por cerca de 90% dos níveis de poluição do ar e por 95% dos elementos cancerígenos transportados pelo ar", informa.
Ele ressalta que, das quase cinco mil substâncias encontradas na corrente principal (fumaça inalada pelo tabagista), cerca de 400 foram identificadas na corrente secundária (a que polui o ambiente), em quantidades comparáveis com a corrente principal. Contudo, substâncias como amônia, benzeno, monóxido de carbono, nicotina, nitrosaminas e outros cancerígenos podem ser encontrados na fumaça que polui o ambiente em quantidades mais elevadas do que na fumaça tragada pelo fumante.
Loara Maciel, coordenadora das ações externas da SMS lembra que o tabagismo passivo causa entre os não-fumantes doenças graves e fatais como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e respiratórias agudas e crônicas, atingindo mais intensamente as crianças. Como têm uma freqüência respiratória mais elevada, as crianças sofrem mais os efeitos do tabagismo, com sérias conseqüências, incluindo bronquite e pneumonia, desenvolvimento e exacerbação da asma, infecções do ouvido médio e síndrome da morte súbita infantil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de cinco milhões de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do fumo. No Brasil, são 200 mil.