Em contato com o tabaco, as crianças são os fumantes passivos mais prejudicados. Segundo o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), enfermeiro Cléber Brandão, o índice de pequenos, filhos de pais fumantes, com infecções respiratórias é muito alto. Pesquisas ainda comprovam: o feto que recebe nicotina no útero durante a gestação sofre alto risco de nascer com baixo peso. No período pós-parto, há também muitas mães que fumam enquanto amamentam, podendo resultar em bronquite e pneumonia, desenvolvimento e exacerbação da asma e infecções do ouvido médio.
A Secretaria da Saúde promoveu, nesta terça-feira (29/8), palestra sobre tabagismo passivo com a equipe médica do Programa na Unidade Básica de Saúde São Luís. A atividade marcou o dia nacional de combate ao tabagismo. Inicialmente previsto para ocorrer também na UBS Niterói, o encontro foi transferido para às 14h desta quinta-feira (31/8) nesta unidade, com debate aberto à comunidade.
Os idosos são outro grupo de fumantes passivos potencialmente atingidos pelo vício do tabagismo. Brandão relata que as doenças encontradas nestes indivíduos, com mais de 60 anos, são comuns aos fumantes como enfisema pulmonar, infarto e câncer de pulmão.
Programa de Controle do Tabagismo da SMS
De acordo com Brandão, o projeto, que contempla quatro reuniões mensais, propõe a reflexão e a conscientização do problema. Em seguida, combina-se com os pacientes a abstinência. Após este período, a equipe do Programa acompanha as pessoas quinzenalmente para uma manutenção. A metodologia utilizada no projeto é a mesma aplicada no Instituto Nacional do Câncer.
Ele revela que a taxa de evasão é alta. Em torno de 60% dos pacientes que iniciam o tratamento, desistem de continuá-lo. O Programa existe há três anos e já atendeu cerca de 400 pessoas. De 10 a 20% delas se mantêm em abstinência.