A Secretaria Municipal da Saúde registrou acréscimo de 10% no número de crianças imunizadas nesta segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil, em relação à primeira etapa realizada em junho. O número de doses aplicadas no município chegou a 24.839, o equivalente a 86,79% das crianças entre zero e menos de cinco anos. Na primeira edição, o percentual foi de 76,76%, correspondente a 21.970 crianças.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Rosa Maria Groenwald, avalia o crescimento de 10% de forma positiva. Porém, para se alcançar o ideal - 100% - Rosa ressalta que ainda existe uma necessidade maior de conscientização da população. "Os pais, responsáveis, vizinhos e a comunidade em geral tem o dever de manter as nossas crianças saudáveis", argumenta. Rosa acredita que a participação da comunidade é fundamental no incentivo aos pais. "É somente através deste trabalho que conseguiremos manter o índice de caso zero no nosso país", frisa a diretora.
A vacina Sabin, aplicada contra a poliomelite, é importante na imunização da criança contra os três sorotipos de vírus da família picornaviridae, causador da doença, que atinge o sistema nervoso central causando a paralisia na pessoa infectada. A paralisia, que geralmente acontece nos membros inferiores (pernas) e na maioria das vezes de forma assimétrica (apenas um lado do corpo), é permanente e sem cura. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, em Canoas não existe registro de casos de paralisia infantil. Para a manutenção deste índice deve ser feita a prevenção, através da vacina.
A campanha nacional de vacinação contra a poliomelite é gratuita. Em Canoas, além do dia 26 de agosto, onde cidades de todo o Brasil vacinaram suas crianças, houve uma semana de prorrogação. Diariamente, as 23 Unidades Básicas de Saúde (UBS) aplicaram as gotinhas, das 8 horas às 17 horas.