Com o slogan "Não herdamos a terra dos nossos pais. Nós a pedimos emprestada a nossos filhos", o Comitê de Promoção da Saúde e Valorização dos Recursos Humanos implantou, nesta quinta-feira (05/10), o projeto de Coleta Seletiva nos órgãos municipais, com o apoio das secretarias de Educação e Cultura e de Transportes e Serviços Públicos. A ação está sendo estentida para outras Pastas, após um projeto-piloto aplicado nas secretarias da Fazenda e de Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos, além da Câmara Municipal de Vereadores.
Conforme o chefe da Sessão de Coleta Seletiva, Breno Pereira Camilo, a coleta seletiva é realizada em 82% do município, sendo recolhidos em torno de 185 toneladas por mês. Ele informa que o procedimento é realizado por quatro caminhões e redirecionados a quatro galpões de triagem - Telero Provisório, Arlace (Guajuviras), Atremag (Mato Grande) e ACCMC (Mathias Velho) - , onde o lixo é selecionado e prensado para posterior comercialização. Breno afirma que a Prefeitura entra com a manutenção e o suporte mecânico, enquanto que às associações de reciclagem cabe a mão-de-obra no processo. Os resíduos são divididos em lixo seco e limpo (papel, papelão, jornal, etc.) e lixo comum (que inclui desde papéis higiênicos até restos de alimentos).
O titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos, Nelson Fernando Otto, explicou que, separando o lixo nas residências e nos locais de trabalho, todos os servidores estão contribuindo para aumentar o tempo de vida do planeta. Ele afirma que a coleta seletiva é uma questão cultural e lembra que atualmente 110 famílias sobrevivem da mesma. No lançamento da ação, estiveram presentes os colaboradores encaminhados por cada departamento, que serão os multiplicadores, difundindo o aprendizado adquirido nas reuniões, na terceira terça-feira de cada mês.
A coordenadora da Associação de Reciclagem Amigo Solidário (Arlas), Beatriz Aguiar da Silva, trabalha com as famílias beneficiadas pela coleta seletiva realizada no galpão de triagem do bairro Guajuviras e esteve no lançamento do projeto para explicar como o processo funciona. Beatriz apresentou os caminhos do lixo - da casa ou ambiente de trabalho para o aterro ou galpão de triagem. Após, é comercializado para as indústrias que reaproveitam os resíduos para a produção de novos materiais que são revendidos em lojas e supermercados. "O lixo retorna à cadeia produtiva, sendo desnecessário o desmatamento e a extração de petróleo, por exemplo", enfatiza a coordenadora.
A programação terá contunidade nesta sexta-feira (06/10) quando o engenheiro sanitarista da Sempa, André Arhnold e a biológa e técnica da Metroplan, Jussara Ritter, darão continuidade ao tema, a partir das 14h, também no auditório da SMEC.