De janeiro a agosto de 2006, na comparação com igual período de 2005, o município de Canoas apresentou redução de 23% na mortalidade infantil. Nos oito primeiros meses do ano passado, foram registrados 62 óbitos em criança com menos de um ano. Em 2006, este número caiu para 48 óbitos, na maioria por se tratarem de crianças que nasceram prematuramente ou com má formação.
A estimativa da Secretaria Municipal da Saúde é que o índice de mortalidade, este ano, fique em torno das 12 mortes para cada um mil nascidos vivos. Quatro pontos a menos que o registrado em 2005, que foi de 16,13. O declínio da mortalidade deve-se, em 2006, ao incremento das ações preventivas realizadas pela Secretaria. Entre elas, destaca-se os grupos de orientação em pré-natal, as atividades de incentivo ao aleitamento materno e o aumento da oferta das consultas de pré-natal e puericultura. A intenção da Administração Municipal é que, em 2007, esse coeficiente não ultrapasse dez mortes para cada um mil nascidos vivos.
O coeficiente de mortalidade infantil é o principal indicador da qualidade de saúde de um município. A média registrada no país, em 2003 foi de 24,11. Naquele mesmo período, Canoas apresentou crescimento no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese), subindo da terceira para a segunda posição. Esses números revelam os crescentes investimentos da administração municipal na área da saúde, educação, saneamento básico e geração de renda. No levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, entre os motivos que levaram à morte cinco crianças menores de um ano, no último mês de agosto, está a prematuridade de gêmeos, a má formação e a Síndrome de Down combinada à cardiopatia congênita.