Unidades de Saúde realizarão cadastro das pessoas que se enquadram dentro do perfil de deficiência de ferro
Destinado a prevenir a anemia ferropênica, causada pela carência de ferro no organismo, a prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou, na manhã desta quinta-feira (09/11), a implantação do programa de Suplementação de Ferro. O Programa foi instituído pelo Ministério da Saúde, através da Portaria nº 730, publicada em maio de 2005.
A palestra da hematologista Lúcia Mariano da Rocha Silla marcou o início da implantação em Canoas. O encontro voltado a médicos e enfermeiros da rede municipal de saúde teve caráter de sensibilizar e esclarecer os profissionais sobre o tema. De acordo com Lúcia, o mal silencioso é responsável pela subnutrição infantil e pelo baixo desenvolvimento físico e mental, atingindo cerca de 42,2% das crianças e 35,4% das mulheres das classes mais baixas no Rio Grande do Sul, de acordo com um levantamento estabelecido pelo programa Criança Sem Anemia, desenvolvido pela UFRGS e pela Associação dos Amigos da Hematologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a anemia é um problema grave de saúde pública, que consiste na deficiência nutricional de maior magnitude no mundo, acometendo todas as fases do ciclo de vida. O órgão ainda informa que, no Brasil, em torno de 50% das crianças menores de 5 anos e 30% das gestantes são atingidas. No mundo, 2 bilhões de pessoas apresentam a doença, o que representa 30% da população mundial.
O programa visa a atender crianças de 6 a 18 meses, gestantes a partir da 20ª semana (4 meses) e mulheres até o terceiro mês pós-parto ou pós-aborto. Nestes casos, a suplementação de ferro contribui para reduzir o nascimento de crianças prematuras e de baixo peso, minimizar o risco de morte materna no parto e no pós-parto, melhorar a capacidade de aprendizagem da criança e a resistência às infecções. A próxima etapa é a realização do cadastro das pessoas que se enquadram dentro desse perfil atendidos nas Unidades de Saúde, a fim de que o Ministério da Saúde encaminhe o medicamento/suplementação de acordo com a demanda no município.