A intenção é ampliar o número de escolas municipais que participam do programa
O programa Escola Aberta foi a atração no encerramento do curso de Formação Continuada de Equipes Diretivas, ocorrido na Ulbra na tarde desta terça-feira (28/11). No evento, o projeto foi apresentado às diretoras e suas vices, supervisoras e orientadoras, com o objetivo de incluir novas escolas municipais ao programa. Paralelamente, foi realizada feira com os trabalhos confeccionados nas oficinas de artesanato.
Após um ano de implantação, o Escola Aberta já beneficiou mais de sete mil pessoas, com idade entre oito e 80 anos, em seis escolas da rede municipal de ensino - Thiago Würth, General Osório, Pinto Bandeira, Nancy Pansera, Especial Vitória e David Canabarro. As instituições abrem suas portas, nos finais de semana, com programação voltada à educação, cultura e lazer. "O projeto está excelente, mas precisamos levá-lo a outras escolas, para que mais pessoas se beneficiem", enfatiza a coordenadora do projeto, Rubiane Portes, salientando que a redução da violência nas escolas e comunidades consiste em um dos objetivos que está sendo atingindo pelo Escola Aberta.
A Escola Thiago Würth foi a primeira a implantar o projeto, em setembro do ano passado. "É surpreendente o resultado obtido neste tempo, principalmente pela integração com a comunidade e, até mesmo, pela movimentação da economia ocasionada pelo o que era confeccionado nas oficinas", salienta o diretor da escola, José D´Ávila. Desde então, cerca de duas mil pessoas participaram das atividades promovidas. Atualmente, somente as oficinas de informática recebem 40 alunos a cada dia. Ministradas por voluntários, as oficinas de artesanato mais procuradas são de "fuxico" e "flor de meia". A preferência também fica com a leitura e pesquisa na biblioteca, sessão de vídeo, aula de canto e capoeira.
Expondo panos de prato e pinturas em diversos tecidos, a aposentada Lais da Silva, 51 anos, freqüentadora assídua da Escola Pinto Bandeira, diz que o programa veio para resgatar a sua auto-estima e aumentar sua renda mensal. "Não vejo a hora de chegar o fim de semana para ver a minha professora e aprender coisas novas", comenta Lais. Sua oficineira, Vera Lorenzi, lembra os primeiros dias de Lais, que já tinha encomenda de 32 panos de pratos no terceiro dia de oficina. "É uma satisfação participar pelo trabalho comunitário e também porque o retorno é imediato, pois todos se esforçam para tirar o maior proveito do que é ensinado", afirma Vera.