Iniciativa amplia conscientização sobre cuidados com meio-ambiente e desperta a musicalidade nos jovens
O resultado de um trabalho inédito na cidade, que mistura consciência ambiental com música, foi apresentado na tarde desta sexta-feira (01/12) para pais e alunos da rede de ensino pública do município, na Escola Municipal Erna Wurth, no bairro Guajuviras. O projeto Música e Ecologia, uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) e a Corsan, possibilita que 250 jovens das escolas Carlos Drummond de Andrade, João Palma da Silva e Max Oderich, além da escola Erna Wurth, aprendam a desenvolver instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis. A matéria-prima, composta por latas, canos de PVC e garrafas pets, é transformada em instrumentos de percussão, chocalhos e flautas. O resultado é um belo trabalho, em que o dom da música é descoberto nos diversos alunos participantes, além de contribuir para a redução da degradação ambiental com ações de ecologia.
Desenvolvido por um grupo de músicos de Santa Maria, há cinco anos, o projeto está em execução na cidade desde o final de agosto, e inclui, além de trabalho na confecção de instrumentos, aulas de canto vocal. De acordo com a presidente da Associação de Música de Santa Maria e professora no projeto, Janete Vieira, a proposta de unir ecologia com música funciona em todo os locais em que o projeto existe. "Através do incentivo, essas ações podem se multiplicar", pondera, lembrando que além de Canoas, Esteio, Sapucaia, Viamão, Cachoeirinha e Santa Maria possuem o projeto em suas redes de ensino municipal.
Quem participa, aprova a iniciativa. É o caso da professora Maria Helena Carriço, da Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade. Ela destaca que os alunos se mostram empolgados com o trabalho, ampliando suas noções de ecologia. "Todo jovem gosta de música, e quando o material, que teria o lixo como destino, vira um instrumento musical, eles adoram", ressalta. Maria Helena observa que com o início do projeto, até mesmo sua visão sobre material reciclável mudou. "Fico procurando encontrar alguma lata ou recipiente plástico que possa ser transformado em instrumento de percussão", finaliza. A opinião é compartilhada pelos alunos, caso do estudante Aristeu Domingues de Souza, 14 anos, da escola Max Oderich, do bairro Mathias Velho. "É muito legal poder transformar o som de uma lata em música", orgulha-se.