Após ter apresentado as intenções do governo federal de melhorias para a BR-116 ao prefeito Marcos Ronchetti, no início de novembro, o superintendente do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes (DNIT) no Rio Grande do Sul, Marcos Ledermann, voltou a Canoas, na última quinta-feira (07/11). Desta vez para explanar a proposta para lideranças e empresários locais. O encontro, que aponta soluções de modernização para o trecho de 50 quilômetros localizado entre Porto Alegre e Canoas, aconteceu na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (Cics) e contou com a presença de Ronchetti, do presidente da Câmara de Vereadores, Nedy de Vargas Marques e do presidente da Cics, Luiz Roberto Steinmetz, além de outros representantes do cenário político e empresarial do município.
A apresentação do superintendente foi norteada em três eixos principais, a modernização da BR-116, tornando-se via expressa, a implantação do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) e a Rodovia do Parque. Ledermann explicou que o órgão está em fase de estudos sobre o trecho, considerado o mais complexo da rodovia. Para isso, está buscando a colaboração, através informações, críticas, sugestões e metas futuras dos municípios localizados ao longo desse trajeto.
O primeiro tema trata, principalmente, da execução de passarelas para pedestres e de trevos de interseção com viadutos, separando o cruzamento dos fluxos principais de tráfego (direto e local), a fim de melhorar o nível de operação ou de serviço da rodovia e o índice de segurança dos pedestres, ciclistas e motociclistas. A segunda, relacionada à criação do SAU, visa a implantação de um sistema inteligente de tráfego rodoviário para ampliar os mecanismos de segurança dos usuários da via. O sistema vai contemplar um Centro de Controle Operacional - que deverá ser instalado em Canoas - interligado a câmeras de vídeomonitoramento, a painéis de mensagem variável, análise metereológica e ainda, telefones de emergência. O terceiro e último eixo, está relacionado à criação da BR 448 - Rodovia do Parque, que liga o trecho de entroncamento da BR-116 e RS-118 ao entroncamento da BR-290. Este projeto, estimado em R$ 250 milhões, segundo o superintendente, está em fase de análise técnica do impacto ambiental e da viabilidade econômica. Lederman afirmou que o projeto deverá ser concluído até 2010.
No encontro, o secretário municipal de Planejamento Urbano, Oscar Escher, fez a entrega de um dossiê. O documento apresenta algumas sugestões do executivo para melhorar a trafegabilidade na BR-116, enquanto o projeto da BR-448 não é executado. No último encontro com o prefeito, Lederman já havia recebido propostas do município, quando Ronchetti foi bastante contundente expondo a situação do trecho que envolve a cidade, apontando os locais de maior incidência de engarrafamentos e problemas como a falta de "escapes" na rodovia em casos de acidentes. Naquela oportunidade, citou a necessidade de movimentos de "fuga" - acesso para resgate de carros acidentados e vítimas - liberando o trânsito rapidamente, sugerindo a possibilidade de implantação de "barreira-móvel controlada", como ocorrem em algumas rodovias de São Paulo.
O prefeito também apontou a necessidade de duplicação da pista sobre o rio Gravataí. Na sua avaliação, esta duplicação é mais urgente do que a conclusão da Rodovia do Parque. A proposta de Ronchetti é prolongar a conclusão da obra da Rodovia do Parque por mais um tempo e utilizar parte do recurso, o equivalente a R$ 10 milhões, na pista sobre o rio. Ele argumentou que com um quinto do que será gasto para fazer um dos entroncamentos de acesso da Rodovia, é possível resolver o grave problema de afunilamento na saída da ponte