O relatório, elaborado pela Força Tarefa responsável pela organização dos trabalhos sobre as causas da mortandade de peixes no Rio dos Sinos, foi apresentado na tarde desta segunda-feira (29/01), a um grupo de prefeitos da região que faz parte da bacia hidrogáfica do Sinos. O encontro aconteceu no barco Martim Pescador, em São Leopoldo, e contou com a presença do prefeito em exercício de Canoas, Jurandir Maciel. Em encontro com a secretária Estadual do Meio Ambiente, Vera Callegaro, Jurandir afirmou que Canoas está disposta a somar esforços com o grupo na busca da recuperação da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos. Na ocasião, estiveram reunidos 16 dos 22 prefeitos da região. Também se fizeram presentes, representantes de ONGs, e instituições que formam a Força Tarefa, como o Comando Ambiental da Brigada Militar, Ministério Público Estadual, Corsan, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Fepam, entre outros.
O documento apresentado contém 25 propostas com medidas de preservação do Rio dos Sinos. São ações envolvendo campanhas de conscientização para o consumo de água, aumento da fiscalização ambiental no Rio dos Sinos, moratória para pesca por até dois anos, planejamento urbano, maior fiscalização na gestão de resíduos industriais e recuperação da mata ciliar no rio dos Sinos. A criação de um consórcio e fundo para saneamento dos esgotos das cidades que fazem parte da bacia hidrográfica do rio também foi sugerida.
A efetivação das medidas deverá ser realizada a partir da estruturação de grupos de trabalho formado por municípios que serão divididos por região, de acordo com a proximidade de cada um. Neste primeiro momento, cada cidade poderá, além de aprovar sua participação, sugerir áreas de atuação onde o desempenho seja mais efetivo, como por exemplo, maior rigor em fiscalização em áreas onde a pesca ainda é permitida.
As ações para a preservação do Rio dos Sinos prevê atividades integradas para reverter o quadro crítico do manancial. O episódio da mortandade dos peixes em outubro passado foi o fator marcante para a formação do grupo, que apresentou dados comprovando que atualmente, 89% da poluição do rio dos Sinos é proveniente de esgoto doméstico lançado no rio sem tratamento.