O projeto Misturando Dança e Educação passa a ser desenvolvido, a partir deste mês, em mais quatro escolas municipais de Ensino Fundamental de Canoas. Coordenado pela professora de Educação Física, Joana Willadino, o projeto de promoção e resgate da auto-estima e socialização vai beneficiar estudantes das escolas Monteiro Lobato, Erna Würth, Duque de Caxias e João Paulo I. Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), o trabalho atualmente reúne 140 crianças e jovens da Escola Municipal Rio Grande do Sul, que no horário em que não estão em sala de aula substituem as ruas pelas aulas de dança. Com coreografias de street dance, o grupo obteve medalhas e colocações de destaque em conceituadas competições e mostras de dança em nível estadual.
O Misturando Dança e Educação vem, desde 2002, atendendo extra-classe em média 140 alunos, mães e comunidade, com o objetivo de desenvolver o potencial criativo, individual e coletivo através da Dança, promovendo a inclusão social e fortalecendo as relações de respeito, solidariedade e união. "Procuramos desenvolver uma concepção de vida mais justa e digna", explica a professora Joana Willadino. Com a inclusão das quatro escolas, o projeto passará a atender mais de 400 pessoas.
As crianças e familiares têm a oportunidade de aprender e vivenciar a linguagem da dança através de aulas regulares, espetáculos de dança, oficinas variadas e intercâmbio com outras cidades e grupos. Entre os acontecimentos mais significativos do projeto estão a participação no Seminário Nacional de Educação de Torres, em 2003, os cinco prêmios conquistados no Educadança, festival ocorrido em São Leopoldo em 2005 (entre eles Grupo destaque, 1° lugar e Melhor bailarino) entre outros.
Em 2006, além das participações nas mostras de Verão e Inverno, somam-se diversas participações em âmbito municipal e regional. "Com o projeto, a comunidade se inseriu no mundo da Dança", diz Joana, explicando que, a partir da dança, a comunidade também tem discutido a realidade através de montagens coreográficas contextualizadas que mostram a essência individual de cada participante. "É mais uma semente plantada que já se colhe os frutos", comemora a professora.