Substituir a sala de psicomotricidade pelas águas da piscina é a proposta do Centro de Capacitação, Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA) da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de Canoas. Beneficiando jovens portadores de paralisia mental, Síndrome de Down e deficiência mental, o tratamento aplicado pelo CEIA recomenda, a natação como uma maneira eficiente e divertida de desenvolver a auto-estima e a motricidade de portadores de necessidades especiais. Resultando de parceria firmada este mês entre a Prefeitura de Canoas e a Universidade Luterana do Brasil, as aulas, com duração de uma hora, acontecem todas as quintas-feiras, às 14h, no prédio 55 da própria universidade canoense.
Segundo o coordenador do projeto e professor de Educação Física, Vinícius Corrêa, são desenvolvidas atividades que visam à ambientação no meio líquido, trabalhando equilíbrio, força e coordenação motora, entre outras valências físicas. "Além de todas estas evoluções, está se notando um aumento significativo da auto-estima", destaca o coordenador. Nesta primeira etapa, o projeto de inclusão social atende a dez jovens com idade entre 14 e 25 anos. A expectativa é de que, nos próximos meses, o número de vagas seja ampliado.
Administrado pela Assessoria de Políticas de Inclusão, da SMEC, o CEIA presta atendimento a estudantes com necessidades especiais de escolas da rede pública de ensino. No espaço, são realizados cerca de mil atendimentos por mês, correspondentes a cerca de 300 alunos e 300 familiares.