Tarde de Campo mostrou o uso de plásticos filmes como alternativa para reduzir uso de defensivos e ampliar a produtividade
Pela primeira no município de Canoas, em uma parceria entre a Prefeitura e Emater/RS, foi realizado nesta quarta-feira (09/05) a Tarde de Campo, voltada aos produtores de hortaliças do município. O encontro foi dividido em cinco estações: produção em estufa; uso de filme plástico na cobertura de canteiros; irrigação por gotejamento; filmes plásticos na produção de hortaliças e reciclagem dos filmes plásticos. A oportunidade serviu para que os 36 produtores conhecessem de perto os resultados obtidos através destas tecnologias. O local escolhido foi a propriedade do produtor Olmir dos Santos, que há dois anos implantou o sistema. Atualmente, seis propriedades já utilizam o plástico nos canteiros para o cultivo de hortaliças. Em Canoas são cultivadas cerca de 53 espécies de hortaliças, em uma área total de 125ha. As áreas de maior cultivo estão localizadas nos bairros Mato Grande, Fátima e Rio Branco.
De acordo com engenheiro agrônomo da Emater/RS, Henrique Borne, o plástico usado em diversas culturas, principalmente hortaliças, seja em estufas, ou apenas filmes sobre a terra, diminui o uso de defensivos e a necessidade de fertilizantes, por causa da menor incidência de doenças e pragas. "Resultados do desenvolvimento sustentável, vegetais gerados pela plasticultura rendem mais ao produtor, já que o cultivo está livre de geada, granizo e chuva, garantindo então, melhores condições, inclusive para a melhor qualidade do produto", conclui. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ernani Daniel, classificou a Tarde de Campo como uma grande oportunidade de produtores rurais verem de perto os resultados e a eficácia que a tecnologia pode gerar as suas produções. "Estamos dando um passo importante na redução de custo e acréscimo de qualidade, sobretudo, na manutenção da área agrícola do município que emprega centenas de pessoas", destaca.
O primeiro produtor rural a adotar o uso de plásticos na produção, Olmir dos Santos, revela que os custos de cultivo ficaram bem abaixo que o de costume. Ele destaca que sua produção de alface, couve, espinafre e rucula, tiveram uma ótima aceitação no mercado. "Dos últimos dois anos desde que adotamos essa tecnologia, a produção teve um salte de mais de 60%", afirma o produtor que há seis anos trabalha em Canoas. Entusiasmado com a alternativa apresentada, o produtor João Nichele comenta que aprovou os resultados e tem intenção de implantar o sistema de plásticos na cobertura dos canteiros na sua propriedade. "Vimos aqui, bons resultados. Desde a redução de custos até a redução da mão-de-obra", argumenta o produtor que cultiva alface, couve, beterraba e rabanete.