Tratamento da dor e da violência na infância foram temas debatidos durante o encontro
As instituições da rede de saúde do município - Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e o Hospital de Pronto Socorro de Canoas Deputado Nelson Marchezan (HPSC), em parceria com os hospitais Universitário Ulbra e Nossa Senhora das Graças (HNSG) - deram continuidade, nesta quarta-feira (09/05), aos debates na 1ª Semana de Enfermagem de Canoas. Após a abertura oficial do evento, o mestre em Psicologia da Universidade Feevale, Aldo David Meneghetti, abordou em conferência o tema principal do encontro, a Humanização. As diversas atividades são alusivas ao Dia do Enfermeiro, celebrado em 12 de maio, e reúnem estudantes, técnicos de Enfermagem e demais profissionais da saúde de Canoas.
Segundo a diretora de Enfermagem do HPSC, Lílian Frustockl, é importante preparar as pessoas para o trato humanitário com as outras. "Este é o diferencial nas empresas e nas relações interpessoais com o cliente", apontou, lembrando que as equipes médicas valorizam muito os aspectos técnicos e as vezes esquecem o lado humano. "Para fomentar atitudes humanitárias, algumas instituições têm comissões de humanização, como o HPSC por exemplo", comentou, afirmando que não há fórmulas mágicas para a pulverização da humanização, mas que o segredo está no exercício do dia-a-dia. "Atitudes voltadas a estas questões devem ser plantadas na rotina da equipe médica e dos pacientes", acrescenta a diretora.
Para complementar a discussão das questões que envolvem a profissão do enfermeiro, a Semana da Enfermagem focou no tratamento da dor. "Este é considerado o quinto sinal vital, depois de outros como temperatura e pressão", explicou a enfermeira do HPSC, Adriana Roloff. Na oportunidade, os representantes de cada instituição explanaram suas vivências e como identificam a dor do paciente e suas respectivas abordagens nas casas de saúde. Adriana ainda destacou a palestra de Violência Doméstica na Infância - Manejos Profissionais na Área da Saúde. "Há toda uma dificuldade social em torno de maus tratos em crianças. É essencial observar através dos meios de investigação, porque muitas vezes não há marcas físicas, mas uma repressão familiar verbal", finaliza a enfermeira, destacando que é importante que o profissional se mantenha calmo e não induza as crianças a repostas, mas faça com que elas se expressem espontaneamente.