Numa iniciativa da Secretaria Municipal de Preservação Ambiental de Canoas, 25 agentes do Programa de Controle da Dengue realizaram na tarde desta quinta-feira (10/05), uma saída de campo com alunos da Escola Municipal Max Adolfo Oderich. Os estudantes fizeram visitas a domicílios localizados nas proximidades da escola, na Vila Cerne. A oportunidade serviu para que 70 crianças de 2a e 3a série conhecessem de perto as ações de monitoramento e controle dos mosquitos realizados pelos agentes, que durante as visitas orientam os moradores sobre como eliminar o acúmulo de lixo e entulhos, águas paradas e, assim, evitar a reprodução do mosquito Aedes Aegipty, transmissor da dengue.
De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, vinculado à Secretaria da Saúde do Estado, até a última quarta-feira (09/05), 517 casos suspeitos foram notificados de dengue na região epidêmica do Rio Grande do Sul (Norte e Noroeste). Confirmados como casos adquiridos dentro do próprio território são 94 e 21 foram diagnosticados como importados. Os demais estão em investigação laboratorial.
O aluno da 3a série, Mateus Bueno, revela ter aprendido bastante com as visitas. "Temos que cuidar para não deixar água parada em garrafas, latas, e pneus", diz o garoto. Seu colega de aula, Robson Rocha, também é da mesma opinião. "Tudo que vi aqui hoje vou levar para casa", comenta. A aposentada Maria Helena dos Santos, ao abrir o portão da sua casa, parabenizou a iniciativa e destacou a importância de conscientizar os moradores, sobretudo, as crianças no combate a dengue. "Estamos vendo que o mosquito está se espalhando. Temos que ter total atenção para não chegue a Canoas", comenta a aposentada, que teve os pratinhos de suas flores inspecionados por agentes e pelos alunos.
De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Henriete Santos, outras ações como esta serão agendadas com as escolas. Ela explica que a saída de campo tem fundamental importância, transformando as crianças em multiplicadores em suas casas. "Além de elas verem de perto nosso trabalho, faz com que as crianças passem a cuidar de forma diferente dos objetos em suas casas que podem servir para a reprodução do mosquito", argumenta a coordenadora. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 90% dos casos, o foco do mosquito está nas residências. Estima-se que Canoas possua 150 mil unidades habitacionais, onde 100 agentes de combate à dengue visitam regularmente todos os bairros.