Dando continuidade ao combate a prática da esmola, integrantes do programa Agente Jovem, acompanhados por monitores e oficineiros, estarão na tarde desta sexta-feira (18/05), no calçadão do Centro de Canoas e na estação do Trensurb, abordando a comunidade e distribuindo o papel-moeda "Não dê esmolas, dê um caminho" - material informativo com o mapa do Centro de Referência da Criança e do Adolescente. Os jovens também estarão interagindo com o comércio local para a fixação de cartazes nas lojas e espaços de serviços, intensificando a fiscalização da exploração do trabalho infantil e da arrecadação de dinheiro por parte de crianças e jovens carentes. Profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASCI) e Conselho Tutelar também participarão da atividade.
A coordenadora do Serviço de Proteção à Criança e ao Adolescente da SMASCI, Maristela Mignot, explica que a iniciativa foi desenvolvida para que a população entenda que há outras formas de ajudar o próximo. Ela acredita que, a partir da conscientização dos canoenses, os jovens carentes poderão conhecer oportunidades de vencer na vida. "Quanto mais esmola se dá, mais tempo os jovens permanecem na rua", argumenta Maristela, salientando que os atrativos da rua, como a esmola, estimulam os indivíduos a deixarem o lar, a escola e até mesmo, a própria comunidade. Os integrantes do Agente Jovem são periodicamente capacitados para contribuir com a ação.
Conforme dados da SMASCI, a maioria das crianças, que sofrem exploração de trabalho infantil em Canoas, é oriunda de outros municípios da Região Metropolitana, como Sapucaia, Esteio e Alvorada. O Conselho Tutelar tem registrado mensalmente cerca de 20 crianças pelas ruas da cidade.
Assim como o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), o Agente Jovem tem a proposta de retirar os jovens da rua. A iniciativa atende jovens com idade entre 15 e 18 anos, de diferentes bairros de Canoas. O Departamento de Assistência Social encaminha ao programa, jovens que apresentam aspectos como vulnerabilidade social e situação de risco. Para participar das atividades, como oficinas de terapia, marcenaria, artesanato e Hip-Hop, os integrantes devem estar matriculados em uma instituição de ensino e apresentar a referida freqüência às aulas.