O Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), promoveu na tarde desta quinta-feira (6/06), na sala de reuniões do Conjunto Comercial Canoas, mais uma edição do Clube de Leitura. O tema do encontro foi a Literatura de Cordel e teve como palestrante, o escritor e presidente da Associação Canoense de Escritores (ACE), Jairo Luiz de Souza. O bate-papo reuniu os participantes do Clube e contou com a presença dos alunos da 8º série, da Escola Estadual Canoas.
Segundo Souza, a literatura de Cordel é importante por toda a sua história e representatividade na literatura nacional. "Mesmo não fazendo parte da nossa cultura, é importante debater e discutir as obras que de alguma forma influenciaram grandes escritores brasileiros", diz o escritor. Ele argumenta que podemos comparar os cordelistas com os trovadores gaúchos, característicos da região Sul, por contar histórias, através de rimas.
Tradicional na região Nordeste do país, a literatura de Cordel consiste em textos com rimas, escritas por populares, que eram comercializados em cordões pendurados pelas ruas das cidades nordestinas. Dentre os principais temas das obras estão fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas e temas religiosos. Pelo seu baixo custo e fácil comércio, a literatura de Cordel se popularizou e tornou-se uma das grandes marcas da cultura nordestina.
Convidados pelo Clube de Leitura, os estudantes estavam atentos a cada explicação e interagiam com várias perguntas. "Achei muito interessante este tipo de literatura, pela sua estrutura e pela sua forma alegre e divertida de contar fatos ou acontecimentos", observou a estudante de 13 anos, Jennifer Steffan Fernandes, recitando uma das poesias pendurada no cordel.
Para a coordenadora do Clube de Leitura, Maria Helena Loureiro Bauer, o encontro possibilitou realizar uma antiga vontade do clube. "Há muito tempo queríamos fazer um encontro sobre as literaturas de cordel, e hoje conseguimos", argumenta a coordenadora, elogiando a boa recepção dos alunos. "Não imaginávamos que os estudantes se interessariam tanto pelo assunto e de uma forma tão participativa", avaliou Maria Helena.