O estabelecimento foi interditado após fiscalização da Vigilância Sanitária
O departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Canoas realizou a apreensão e inutilização de 13 toneladas de carnes impróprias para o consumo em um supermercado, no bairro Niterói. A ação dos fiscais iniciou na tarde do dia 02 julho, após denúncia da comunidade.
O estabelecimento, que estava com o alvará vencido, possuía três câmaras frias com produtos deteriorados, uma delas era clandestina, e só foi localizada depois de intensa procura por parte dos fiscais. O acondicionamento das carnes era feito em caixas de papelão, quando deveriam ser armazenados em caixas plásticas higienizadas, conforme previsto no decreto 23.430/74.
No local, também foram encontrados produtos químicos que alteram a coloração e o odor dos alimentos. A diretora de Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Canoas, Rosa Groenwald, acredita que, pelo montante apreendido, esses produtos eram distribuídos para outras filiais do supermercado, inclusive fora de Canoas. "A irresponsabilidade dessas pessoas era tanta na manipulação dos alimentos, que faziam contaminação cruzada, atentando contra a saúde da população", argumentou Rosa Groenwald, indignada com as péssimas condições de higiene encontradas no local.
Outras irregularidades foram detectadas como falta de equipamento para ventilação e circulação do ar, no ambiente do açougue; moedores e serras com resíduos; inexistência de jaquetas térmicas para a manipulação dentro das câmaras frias; condições irregulares do depósito; falta de higiene nos uniformes dos funcionários; além de produtos embutidos expostos a venda sem informação de procedência, fato que caracteriza comércio de alimentos clandestinos.
Quando perguntado sobre o destino das carnes, o proprietário do estabelecimento informou que o produto estava sendo armazenado para o descarte e que estavam ali há apenas três meses. Em contrapartida, fiscais da Vigilância Sanitária de Canoas encontraram produtos com data de validade com vencimento em janeiro de 2006.
Os produtos apreendidos serão encaminhados ao lixão municipal para inutilização, já que são impróprias para o consumo humano, e será instaurado processo administrativo contra os proprietários do supermercado. Apesar da permanente fiscalização dos agentes de Vigilância Sanitária, a diretora do departamento, Rosa Groenwald, salienta que é importante que a comunidade esteja atenta e denuncie possíveis irregularidades. "Estamos sempre a disposição da população e com fiscais capacitados para realizar o pronto atendimento nesse tipo de ação".