A importância do professor no resgate da auto-estima de jovens revoltados que residem em um bairro carente prendeu a atenção da platéia e animou o debate do Cine Clube SMEC, na segunda-feira (29/10), no auditório da própria Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC). A atração da noite foi o filme "Vem Dançar", de Liz Fiedlander, um drama inspirado na história real. Além dos cinéfilos que nunca perdem uma sessão, o evento contou com a presença de alunos do ProJovem da Escola Municipal Rio de Janeiro. Gratuito e aberto à comunidade, o projeto é desenvolvido pela SMEC e tem o objetivo de promover a reflexão, vivência e discussão de questões da educação e cultura, através de debates para o crescimento pessoal e profissional de ambas as áreas.
Durante a exibição do filme, o silêncio denunciava o interesse da platéia, que lotava o mais novo espaço de cinema da cidade. Na tela, Antônio Banderas vivia o papel de Pierre Dulaine, um professor e competidor que ensina dança de salão como voluntário a um grupo variado de alunos do ensino médio de uma área carente do centro de Nova York, mantidos de castigo pelo mau comportamento, que descobrem através da dança uma nova forma de viver.
Conduzido por Rejane Ledur, o debate teve também na mesa os professores Joana Willadino, criadora e coordenadora do projeto Misturando Dança e Educação, desenvolvido em cincos escolas municipais, e Timóteo da Rocha, responsável por projeto de inclusão social através do atletismo no Elo Perdido, uma das zonas mais carentes de Canoas. Para ambos, o filme emocionou e estampou o dia-a-dia profissional. "Com o atletismo, faço com que eles descubram o talento existente dentro de cada um, mostrando que há uma alternativa melhor na vida, longe das drogas e da criminalidade", apontou o professor à platéia atenta.
Para Joana, assistir ao filme é uma oportunidade única. "O conhecimento do mundo é tão importante quanto o saber ensinado em sala de aula", destacou a professora, ao falar sobre o projeto. Sobre o filme, salientou que a dança desenvolve habilidades, ensina a disciplina e como trabalhar em equipe, a se confiar no outro, enquanto faz acreditar que se é capaz de romper com comportamentos e crenças já estabelecidas. " Eu achei muito legal, porque mostra o que a gente vive, que a gente tem que acreditar na gente mesmo e fazer uma boa escolha, mesmo nas horas mais difíceis", destacou Suélen dos Santos, de 20 anos, da turma 43. O tema desta edição do projeto foi uma homenagem ao Dia do Professor, comemorado no dia 15 de outubro. O próximo Cine Clube SMEC está marcado para 26 de novembro.