Com o objetivo de capacitar os futuros profissionais da saúde, a Prefeitura de Canoas, através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do Departamento de Vigilância em Saúde, e em parceria com a Ulbra, iniciou nesta sexta-feira (14/12), o curso de Qualificação em HIV-AIDS, com ênfase em transmissão vertical (mãe para filho). A atividade, direcionada a acadêmicos de Enfermagem, busca a qualifica-los para que no próximo semestre possam desenvolver atividades voluntárias e de extensão junto à comunidade. A capacitação se estende até sábado (15/12), das 8h às 13h, no prédio I, sala 37 da universidade.
No primeiro dia do encontro, assuntos como diagnóstico, atendimento para mulheres gestantes portadoras do HIV/AIDS, cenário atual da epidemia, prevenção de gestantes e crianças foram as principais temáticas. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Rosa Groenwald, o curso além de qualificar, trabalha com uma questão atual preparando futuros profissionais com as devidas habilidades para orientação e prevenção da epidemia. Ela acrescenta que o acompanhamento que o SAE desenvolve, que vai desde a entrega do exame até o final da gestação, ameniza risco de positividade. Outro destaque é a forma de conscientização que desperta nas gestantes. "Quando se disponibiliza auxílio, as gestantes mostram interesse e acabam procurando a melhor forma de tratamento e o mais adequado", avalia Rosa.
Durante a palestra, ministrada pela psicóloga do SAE, Izete Tentardini, que tratou sobre diagnóstico, aspectos como integração, questões éticas, conhecimentos científicos visão humanitária, respeito, capacidade de ouvir e a ausência de preconceito, foram classificados como critérios importantes pelos acadêmicos, para se praticar na profissão, assim como, no trabalho a ser desenvolvido. Na avaliação de Izete, a prevenção somada ao acompanhamento feito durante o pré-natal diminui sensivelmente a possibilidade de que os recém-nascidos sejam infectados pela mãe, através do parto, do leite materno ou pelo sangue. De acordo com a psicóloga, o tratamento anti-retroviral (tratamento terapêutico que reduz o crescimento do vírus) reduz em 97% as chances que a mãe passe para o filho a doença e aumentando a possibilidade que a criança seja negativo.
Segundo a professora responsável pelo projeto de extensão - SAE, Vânia Schneider, a proposta é criar um vínculo da mãe com o filho, que busca o tratamento e uma melhor qualidade de vida. Atualmente o SAE realiza o acompanhamento de 39 gestantes e auxilia a prevenção do bebê até os 18 meses de vida. "O acolhimento é uma forma de resgate para as mães, pois quem se cuida tem condições de cuidar dos outros", disse Vânia. Participaram também, deste primeiro encontro a professora e enfermeira da Ulbra, Neiva Isabel Raffa Wachholz; e a obstetra Jaqueline Rebahn e a pediatra Andréa Lima Leal do SAE.
Programação do curso:
Sábado - 15 de dezembro
8h às 10h.
Temática: Terapia anti-retroviral na epidemia do HIV/AIDS
Palestrante: Farmacêutica Valesca Machado Bradbury -SAE
10h15min às 13h.
Temática: Atuação da enfermagem no cenário da epidemia do HIV/AIDS
Palestrantes: Enf. Paulo Pinto - SAE
Profª Enfª Vânia Schneider - ULBRA
Acadêmicas de enfermagem do projeto de extensão - SAE.