Desde o começo da manhã da última sexta-feira (02/05), quando iniciaram as fortes chuvas, equipes da Prefeitura de Canoas estão de plantão. Os trabalhos foram intensificados a partir das 12h quando o volume de água aumentou. De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas (SMPO), Gilmar Pedruzzi, os problemas mais graves estão concentrados nos bairros Rio Branco e Niterói. "Desde às 4h de hoje (03/05) estas regiões estão sem luz devido ao rompimento dos cabos de alta tensão da AES Sul", diz o secretário.
Segundo Pedruzzi, a falta de energia elétrica prejudicou o funcionamento das casas de bombas. As Estações de Bombeamento (EB) 1 e 2, no bairro Niterói e 3, no bairro Rio Branco, estão desligadas. "Quando houve a falta de luz acionamos imediatamente a AES Sul, que explicou que não poderia atender ao chamado, pois estava resolvendo problemas em Esteio. Isso é uma falta de respeito com a comunidade canoense", desabafa o secretário.
Na Estação de Bombas 4 (EB4), no Rio Branco, equipes da Prefeitura trabalham forte na retirada de lixo, entulhos e vegetação, a fim de otimizar o desempenho da EB4. "As equipes estão trabalhando durante toda a madrugada", revela o gestor da SMOP. Até às 11h de hoje (03/05) o problema de fornecimento de energia ainda não havia sido resolvido pela empresa. "As casas de bombas são as principais ferramentas para evitarmos alagamentos. Elas são as responsáveis pelo trabalho de escoamento da água na cidade", explica Pedruzzi.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Márcio Kauer, conta que ontem (02/05) à noite o serviço foi acionado por moradores do Loteamento Prata, no bairro Fátima, e distribuiu lonas à dez famílias da localidade. Outro registro apontado pela entidade se deu no bairro Niterói. "Tivemos que interditar o trânsito em um trecho da rua Fernando Ferrari na altura do número 2.310", explicou o coordenador. De acordo com Kauer a medida foi necessária em função da queda de uma árvore sobre os fios de alta tensão, também motivada pelas fortes rajadas de vento.
Na avaliação de Kauer, "tendo em vista outras cidades da região, Canoas não foi a mais castigada". Na opinião dele o maior problema está relacionado a falta de energia elétrica que prejudica principalmente o funcionamento das casas de bombas. "Precisamos que a energia seja restabelecida o quanto antes para evitar novos estragos", frisa o coordenador da Defesa Civil.