Treinamento foi realizado nesta segunda-feira (05/05)
Reduzir o índice de infestação pelo Aedes Aegypti e, conseqüentemente, a incidência da dengue. Com este objetivo, o Departamento de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Prefeitura de Canoas, vai intensificar a inspeção e coleta de material, além de orientar os moradores, no combate à doença. Através do Programa de Controle da Dengue, 45 agentes de defesa da vigilância ambiental irão inspecionar toda a cidade, mesmo com grandes desafios como dificuldades de acesso motivadas por moradores que não permitem a entrada dos profissionais em suas residências, além dos problemas de alagamento, comuns nesta época do ano. A capacitação para este trabalho foi realizada na tarde desta segunda-feira (05/05), na Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC).
Durante a capacitação, a coordenadora do Programa de Controle da Dengue, Henriete Santos, destacou que a atuação consistirá em uma pesquisa minuciosa em todos os bairros de Canoas, devido a uma larva do mosquito encontrada em uma residência. A pesquisa será realizada de 12 a 16 de maio. "Em cinco dias, serão 10 mil terrenos inspecionados. Todo o material coletado será enviado para laboratório para analisar se há larvas do Aedes Aegypti. A partir dos resultados, iremos avaliar a necessidade de mudar a metodologia de trabalho. Do contrário, seguiremos desenvolvendo as mesmas atividades de combate à dengue", explica Henriete.
Cada agente irá vistoriar 25 imóveis por dia. Nos prédios, serão inspecionadas apenas as áreas comuns, como garagem, casa do zelador e salão de festas, "pois é mais provável que o foco do mosquito esteja nestes locais. Além disso, a tendência do mosquito é permanecer em locais baixos. Em casas, os agentes são obrigados a entrar para vistoriar", ressalta Henriete. Técnicos de saúde do Estado irão supervisionar o trabalho. "É uma garantia do serviço que estamos realizando", enfatiza a coordenadora.
Henriete também alertou os participantes para a principal função dos agentes de defesa da vigilância ambiental. "Intencionamos promover mudanças de hábito da comunidade, para que o ambiente doméstico se mantenha livre do Aedes Aegypti. É fundamental que as pessoas abram as portas das suas casas para os agentes", ressaltou Henriete.
A prefeitura no combate à dengue
As ações de combate à dengue no município eram divididas entre a Secretaria Municipal de Preservação Ambiental (SEMPA), que trabalhava no combate ao mosquito, e a SMS, cuja atuação consistia no tratamento da doença. De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Rosa Maria Groenwald, todo o trabalho está sendo concentrado na SMS. "Vamos otimizar o processo no controle de novos casos e controle epidemiológico da rede assistencial, como hospitais, unidades básicas de saúde e vigilância em saúde. Nosso objetivo é pactuar forças para evitar uma epidemia no município", frisou Rosa.
A diretora alertou, ainda, para a responsabilidade da população no combate à dengue. "É fundamental a ação da comunidade no controle mecânico do mosquito, não deixando água parada em recipientes, o que pode servir de foco para o Aedes Aegypti", concluiu.