Cerca de 200 professores de todo o Estado participaram do evento, consolidando Canoas como um pólo em tecnologia na educação
Cultura digital, o computador como ferramenta didático-pedagógica e formação dos professores para as novas tecnologias foram alguns dos temas abordados, nesta quarta-feira (16/07), no Seminário Estadual de Educação Tecnológica. Reunindo mais de 200 professores de 20 municípios gaúchos, o evento foi uma promoção da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Canoas. Com o auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviço de Canoas, lotado, a programação contou com palestras de profissionais consagrados da área e apresentação de experiências consagradas na sala de aula e nos laboratórios escolares de informática.
Na abertura do evento, o secretário municipal de Educação e Cultura, Ademir Zanetti, destacou as ações desenvolvidas na rede municipal de ensino canoense e comentou a importância da educação tecnológica como ferramenta de aprendizagem. "É a comprovação de que a inovadora forma de educar é uma escolha acertada da atual administração. É a alfabetização digital gerando auto-estima e acenando com um futuro melhor para os jovens e adultos das regiões mais carentes do nosso Município", apontou o secretário, lembrando que desde o início do mês está sendo feita a implantação da internet em todas as 73 escolas da rede municipal de ensino.
Encantando pela genialidade e ousadia, Léa Fagundes falou sobre o tema "Aprendizagem e Tecnologias". Segundo ela, a escola está imersa na tecnologia mecânica. "Precisamos colocar a escola na tecnologia digital, que é a que expande os poderes mentais do aluno, possibilitando que ele pense sobre os fenômenos que não se vê, que não se toca, e que ele crie programas a respeito dessa realidade, para que ele não só aprenda o que já está descoberto". Para Léa, o professor tem que se adaptar à nova forma de trabalhar. "Na cultura da sociedade conectada a aprendizagem se dá no contexto de vida e o cidadão precisa ser um aprendiz permanente. O papel do professor que detém a autoridade do saber e decide o que, como e quando o aluno deve aprender está superado. O professor precisa ser também um aprendiz, com todas as incertezas, um formulador de dúvidas tal como seus alunos, um parceiro", aponta Léa, que é pioneira do uso da informática em sala de aula e, com quase 60 anos de magistério, é coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A programação também contou com a palestra de Ana Margô Mantovani, falando sobre o tema "Tecnologias Digitais e novas práticas pedagógicas: Link esta idéia" e apresentação de projetos tecnológicos bem-sucedidos na sala de aula, como a robótica pedagógica, desenvolvida na Escola Municipal Thiago Würth; de Canoas, e de inclusão digital, promovida na rede municipal de Porto Alegre, entre outros modelos.