Iniciativa é desenvolvida por um grupo de quinze artesãos integrantes do Projeto Canoa, com apoio da Prefeitura de Canoas.
O destino dos resíduos de empresas gaúchas segmentadas na indústria petroquímica não é mais motivo de preocupação. Em Canoas, o que seria desprezado provocando danos ao meio ambiente se transforma em arte, quando chega às mãos de um grupo de quinze integrantes que tem o artesanato como fonte de renda. Através do Projeto Canoa, são produzidas peças exclusivas e diferenciadas como colares, bolsas, brincos, luminárias e painéis, a partir de retalhos de EVA da indústria calçadista, garrafas PET descartáveis, feltro acrílico e resíduos de borracha do ramo automobilístico.
Além de empresas como Petrobrás, Sebrae/RS e Rede Petro/RS, o Projeto Canoa conta com o apoio da Prefeitura de Canoas, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). Prestes a completar um ano de existência, a iniciativa é mais que um espaço para incentivar o uso dos resíduos químicos. "É uma oportunidade de geração de emprego e renda para pessoas que vivem da atividade autônoma", frisou o titular da SMDE, João Pierotto Neto.
Para oportunizar a confecção das peças, a SMDE cedeu um espaço para o grupo no Largo da Inconfidência - bairro Marechal Rondon. Além disso, já custeou viagens para feiras intermunicipais e interestaduais, com o intuito de divulgar a iniciativa. "Este projeto tem um futuro muito grande, devido ao apelo na área do reaproveitamento. Temos que saber dar uma finalidade aos resíduos", ressaltou a coordenadora do Projeto Canoa, Edy Ribeiro.