Educadores sociais, agentes de fiscalização de trânsito e secretários de escola aprovados nos últimos concursos públicos tomaram posse na tarde desta quarta-feira.
O auditório do Arquivo Público Municipal Dr. Sezefredo de Araújo Vieira, em Canoas, ficou pequeno diante da euforia e ansiedade dos novos servidores que passam a compor o quadro efetivo da Prefeitura Municipal. Na tarde desta quarta-feira (1°/10), 42 funcionários assinaram o termo de posse, em cargos públicos. A partir de hoje, os canoenses contam com um número maior de educadores sociais, que irão desenvolver um trabalho assistencial nos abrigos municipais, além de agentes de fiscalização de trânsito e secretários de escola.
A solenidade de posse foi organizada pelo Departamento de Gestão e Processamento de Folha de Pagamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos (SMDGRH). Durante a abertura do evento, a diretora do Departamento, Ironita Marlene dos Santos Soares, destacou a importância do comprometimento dos novos servidores. "Cada um que fizer a sua parte estará contribuindo para que o município cresça, não somente em termos de arrecadação. Estamos investindo em pessoas, que são o nosso maior patrimônio".
Antes da assinatura dos termos de posse, o Departamento de Atenção Integral à Saúde do Servidor (DAISS) desenvolveu uma de suas atividades, o Programa Boas-Vindas. Na ocasião, foram entregues materiais informativos sobre os direitos, benefícios, como o plano de saúde, e deveres dos servidores municipais, além das rotinas da administração pública.
A expectativa dos novos colaboradores era de começar a exercer o cargo o mais breve possível, para colocar em prática experiências profissionais anteriores. É o caso do agente de fiscalização de trânsito Marcos Irian Machado Carus, 47 anos. Há oito anos, ele era um dos responsáveis por fiscalizar o trânsito no município de Guaíba. Portador de deficiência física - uma lesão na perna direita causada pela paralisia infantil, ele se inscreveu no concurso confiante. "Não me preparei muito, mas sabia que ia passar", contou.
Em 2006, Marcos perdeu uma filha de 12 anos em um acidente de trânsito. Por isso, ele não vê a hora de colocar em prática a sua experiência nas ruas de Canoas, "pois é a falta de fiscalização rigorosa que gera a impunidade aos motoristas."