Coral do Centro de Convivência do Idoso fez uma amostra do Cd que será lançado em novembro
No mês dedicado a quem já chegou à "melhor idade", o Centro de Convivência do Idoso (CCI), vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASCI) da Prefeitura de Canoas, é muito mais que um ambiente de integração. Na tarde desta quinta-feira (09/10), cerca de 100 idosos, integrantes dos grupos de terceira idade do município, puderam fazer cortes de cabelo e penteados, além de serviços de manicure, gratuitamente. Enquanto cuidavam da beleza, buscando aumentar a auto-estima, o público conferiu apresentações artísticas do Coral do CCI e de grupos de dança do Centro de Assistência Social do Unilasalle.
Com uma música que conta a história do Centro, o grupo Idade de Ouro subiu ao palco para apresentar uma amostra do que o público poderá conferir no CD Nós, realizando sonhos - gravado juntamente com o grupo Girassol e músicos convidados. O lançamento oficial ocorre em novembro, quando o CCI completa 10 anos de atividade, visando a divulgar os direitos dos idosos, além de mostrar que eles têm valor diante da sociedade.
O escritor Amilcare Heitich - primeiro Rei da Terceira Idade de Canoas, também participou da programação, autografando o seu livro Canoas, o mundo poético e os contos da terceira idade. De acordo com a coordenadora do CCI, Claudete Almeida, o valor arrecadado com a venda dos livros - R$ 5 o exemplar, será usado para a compra de fraldas geriátricas que irão beneficiar os idosos do Centro e da comunidade local. O Rei e Rainha da Terceira de Canoas, Enor Coelho Teixeira e Maria Sueli Angra de Moraes, também prestigiaram o evento.
CCI: elo entre bem estar e auto-estima
Desde que o Centro foi criado, Terezinha Leal Becker, 65 anos, participa das atividades oferecidas no local. Há 10 anos, quando perdeu um dos filhos em uma morte súbita, ela achou que tivesse, também, perdido a vida. "Não sorria mais e saia pouco de casa. Ao entrar no CCI, recomecei a viver. Aqui, o idoso é valorizado", conta ela. E o apoio para recomeçar, além da sua força de vontade, veio de um instrutor das oficinas de teatro do Centro. "O Eduardo Ribeiro foi um psicólogo para mim", destaca.